2018: O que EU vejo?

2018, O que eu vejo? Vejo que quem inventou o mundo, criou o tempo e o dividiu em 365 dias realmente entendia das coisas. Ao fazê-lo, criou terreno para se criar as primeiras métricas comparativas. E, talvez, a ideia de planejamento.

Propiciou também a renovação das esperanças. A possibilidade de corrigir os erros passados, e controlar melhor o momento presente.

2017 esta indo embora sem deixar saudades. Pensando como país foi uma tragédia. Parece que mergulhamos em um poço e o poço não tem fundo. É sempre possível descer mais.

A Economia despencou de vez. O PIB derreteu.

A população empobreceu. O Número de endividados atingiu proporções astronômicas – cerca de 65.000.000 de pessoas nesta condição!!!.

Os desempregados, segundo os números oficiais estão na ordem de 14.000.000!.

Eu diria que considerando os subempregados esses números são muito mais impactantes.

Isto gera o primeiro paradoxo: uma economia capitalista sem consumidores, esses estão desempregados ou endividados.

No momento em que escrevo este artigo, foi publicado pelo Banco Mundial  números sobre a população brasileira:

 

Alto Alegre do Pindaré (Maranhão), onde 60% vivem na pobreza. (Imagem: Alex Almeida – 2015).

–  45,5 milhões de pessoas  abaixo da linha da pobreza ou 22,5% da população brasileira.

– 13.000.000 de jovens com até 14 anos, não vão a escola.

– E somos o segundo no ranking mundial de concentração de riquezas, pelos 1% mais ricos do país.

Crise de capitalismo? Pode ser. Mas não no nosso caso. Ainda estamos na Era mercantilista. Nunca o termo cunhado por Edmar Bracha em 1974, Belíndia (**)  teve tanto sentido. Parece que nada mudou. E já se vão 44 anos!!!.

Hoje, nossa população mais jovem e melhor formada, em geral em Universidades Publicas, está  indo embora. Isto com certeza irá piorar o capital intelectual do Brasil.

A crise, mãe das transformações e da inovação, antes eram as guerras, acelerou todo o processo disruptivo da Indústria de Crédito e Cobrança. É um processo que teve inicio a aproximadamente 4 anos, mas não foi percebido pelas Empresas de Cobrança. 2017 só acelerou o processo. A necessidade de reduzir os custos operacionais, uma vez que o estoque de títulos não performados é meteórico, enquanto que o número de inadimplentes em condição de pagar ou repactuar as suas dívidas é cada vez menor, empurrou as empresas para o caminho da digitalização.

Assim como fomentou a criação de Fintechs, tanto na área de crédito como na de cobrança.

Estas, as Fintechs,  são iminentemente empresas de tecnologia, com domínio dos processos de cobrança que passaram a ocupar um espaço deixado pelas empresas tradicionais do setor.

Mas o que eu vejo para 2018? Sei que vão dizer que é coisa de “doidin”. (Leia mais em: https://wp.me/p96hQH-tA)

  • Muitas empresas do setor deixarão de existir. A velha lei de Darwin, sobreviverão as que conseguirem se adaptar. Necessariamente não as maiores, mas com certeza as com mais Capital Intelectual;
  • Aprofundamento do uso de tecnologias disruptivas. AI (Inteligência Artifical), Uso de chatbots, Robôs. Soluções de OmniChannel. Modelos de analise. Business Inteligense, escores dinâmicos, autoatendimento, dashboards. Tudo junto e misturado, e muito bem integrado.
  • Novas formas de negociação, com agências especializadas em reestruturação das dívidas das pessoas físicas;
  • Gestão de estoques de dívidas reestruturadas;
  • Mudança no perfil dos colaboradores das empresas de cobrança. Sai cobradores, entram estatísticos, especialistas em modelagem, em escoragem. Profissionais com capacidade de analisar dados;
  • Foco nos processos e na gestão dos dados;
  • Menos voz, mais negociações pelos canais disponibilizados;
  • Mudança de papéis. Sai o Gerente ou supervisor de cobrança e ascende um especialista em dados;
  • Crescimento do Outsorcing pelas empresas de cobrança. Detentoras de carteiras de cobrança, quarteirizarão a cobrança digital;
  • Migração de empresas em direção a nuvem. Um processo que se acelerará diante da necessidade de fazer outsorcing;
  • Um robô substitui até 4.000 PAs. Parece coisa de doidin, mas é a pura realidade;
  • PA não medirá mais nada. Pelo contrario ter muitas será sinal de baixo Capital Intelectual;
  • Uberização da Cobrança. Empresas de cobrança sem cobradores.

Conclusão:

2018 não será um ano fácil. Eu vejo até como um aprofundamento de 2017. A combinação de Copa do Mundo, quando o país tradicionalmente para com um ano de eleições, poderá para quem já esta cambaleante,  ser a pá de cal.

Poxa  … então você esta pessimista?

Não. Estou sendo realista. Tem solução. Apenas precisamos sair de nossa zona de conforto. Pensar fora da caixa. Inovar.

 

A partir do desejo sincero de mudar, e de esforços nesse sentido, tem solução.

Mas se você insistir em ir pelo mesmo caminho. Fazer da mesma forma que você já faz. Com certeza chegara aos mesmos resultados que já está chegando.

Enfim,  Precisamos morrer para renascer. O que estamos esperando?

Luciano Basile*

*CEO de i-Coll Soluções Integradas, Editor & Publisher de CollbusinessNews

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