2018: Onde você quer estar.

Para o Brasil, o ano que está se encerrando foi um ano de expectativas frustradas.

Dentro da economia e da política, mudanças que eram esperadas e não aconteceram. Crise de desemprego (que continua), incerteza fiscal e política, medidas procrastinadas, tais como a reforma da previdência e a tributária. E uma economia que não ajuda a ninguém, nem ao trabalhador, nem ao empregador, pois está mais para estagnada do que crescendo.

No entanto, crises são curiosas num aspecto: por serem necessárias readequações, nunca tantas invenções e inovações surgem como nesses momentos. Fala-se em fintechs, starups, robotização (chatbots), entre outros. Algum invento novo ou uma melhoria do que existe?

Em se tratando de assessorias de crédito e cobrança, o que se vê é uma piora de resultados para todos. O crédito caro deveria implicar em diminuição de inadimplência, mas os números mostram que ultrapassaram assustadores 61 milhões; além do que, as carteiras de cobrança envelheceram. Mais tempo dedicado a tentar recuperar o débito.

Além disso, o perfil do devedor mudou. Ele não quer falar ‘viva voz’; portanto passa a ser mais eficaz uma cobrança por mensagem, seja um SMS, seja um aplicativo como Whats App. Para tanto, não é necessário que a empresa de cobrança tenha um número infinito de cobradores; o modelo mais interessante passa a ser aquele em que os recursos tecnológicos são utilizados, com automação do processo, com uso de robôs no software capazes de buscar a informação cadastral do cliente/devedor em milésimo de segundos e um discador que seja mais rápido do que 10 cobradores em uma situação não automatizada.

Há quem diga que a operação não fica mais barata. Será? Penso que inúmeros aborrecimentos acabam, desde as questões trabalhistas, até o consequente aumento da produtividade e da lucratividade.

Corrigir o rumo faz parte da rotina profissional e é necessário para sobrevivência do negócio. Implicam em mudanças comportamentais e de conceito e na maioria das vezes envolvem quebra de paradigmas. Exemplo: diminuir quadro e aumentar a tecnologia; ou capacitar a equipe, tornando mais eficaz a cobrança por voz. Pensem, qual a melhor decisão?

“Para quem não sabe onde vai, qualquer caminho serve”.

(Lewis Carol em ‘Alice no País das Maravilhas’)

Os empresários acabam ficando prostrados na incerteza. Querem alcançar o máximo da produtividade, mas têm que escolher: investir ou cortar? Esquece que com o planejamento adequado podem prevenir senão as crises, pelo menos minimizarem os danos causados por elas; pode tomar a melhor decisão em gestão; diminuírem o risco da instabilidade econômica. Afinal, quantos negócios sua empresa deixou de fechar por conta das incertezas deste ano?

Para 2018, é necessário que o empresário defina onde quer estar. Porque 2017 já acabou e o bem que se perdeu não se recupera mais: TEMPO.

E você: onde quer estar em 2018? Já escolheu o caminho?

Fonte: Joseane Malize Pacheco, para CollBusiness News em 21.12.2017

 

2019-01-31T17:43:53+00:0021/12/2017|Capital Humano|Nenhum Comentário
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