A Nova Missão do Advogado na Sociedade Tecnológica

sociedade tecnológica

Com o avanço da sociedade tecnológica, muitas das nossas atividades conhecidas sofrerão uma modificação profunda ou então serão definitivamente extintas.

Em sendo assim, quem doravante será o responsável pelo emprego, ou mais amplamente pelo mercado de trabalho?

Milhões de estudiosos no mundo tentam responder a esta indagação acossados pelo fenômeno inexorável da inteligência artificial, a poder da qual são criadas maquinas com capacidades cognitivas, até então um privilégio do ser humano. E agora, José?

Como consequência direta, boa parte das ocupações conhecidas será radicalmente transformada ou mesmo extinta dando lugar a dispositivos dotados de inteligência artificial, o antigamente denominado cérebro eletrônico: lembram-se?

A empresa uber diz está tranquila com respeito a atividade remota dos motoristas autônomos que “contratam”, pois estes últimos só se relacionam, desde o início de suas atividades, com algoritmos, e um algoritmo não pode vir a ser considerado um empregador de alguém.

Eis que, então, de uma hora para a outra, o trabalho consistente em atividades repetitivas ou de desempenho programável, como as de telemarketing, serão inexorável e sumariamente adaptadas, ou mesmo, extintas; só restando as de cunho analítico em profundidade, as quais tão cedo não serão absorvidas.

Todavia, não só estes trabalhos mas também atividades especializadas  de caráter científico como as exercidas pelos profissionais do direito, por exemplo, sofrerão transformações sensíveis e drásticas, se é que já não o estejam sofrendo, desde agora.

Em nosso Supremo Tribunal Federal há um robô analisando processos que serão submetidos aos senhores ministros diminuindo-lhes, sensivelmente, o trabalho; principalmente com respeito às causas contendo teses repetitivas.

O nome deste novo colaborador do Supremo Tribunal Federal é VICTOR, em homenagem ao antigo e notável ministro do STF Victor Nunes Leal.

Muitos tribunais inferiores já estão com seus processos quase todos em meio digital, possibilitando, seu acesso, somente por meios eletrônicos.

Vários escritórios de advocacia já estão adotando a inteligência artificial para pesquisar jurisprudência, por exemplo, e mesmo para a redação de exordiais, contrariedades, ou recursos de toda a sorte, principalmente em causas defendendo teses que o Judiciário classifica como teses de conteúdo repetitivo, para serem julgados todos em um só lance, em nome da economia processual e da celeridade da prestação jurisdicional, embora ainda tenhamos, até hoje, no Brasil mais de 100 milhões de processos judiciais em andamento.

O FUTURO DA ADVOCACIA EMPRESARIAL

Então, o que restaria aos advogados fazer?

Acostumados, por formação e por dever de ofício, a lidar diuturnamente com situações novas, promovendo imediata adaptação de seu comportamento, às novas realidades e, agora, mais do que nunca, em cumprimento à sua elevada missão na sociedade moderna, o advogado, compreendendo que, desvinculado da realidade que o cerca, perderia sua hegemonia em face de outras profissões.

Alertado pela ocorrência de todos esses fatos e circunstâncias determinantes de um inexorável avanço civilizatório, o advogado dedicado ao direito empresarial, igualmente motivado pelo espírito empreendedor de sua clientela, vê, claramente, a ocorrência de mudanças no mundo advocatício passando a oferecer à sua dileta, seleta e exigente clientela uma consultoria estratégica impregnada por uma inteligência jurídica e, por que não admitir, apoiada por uma inteligência artificial, passando, então, a desempenhar um papel bem maior e mais importante do que simplesmente prestar serviços advocatícios tradicionais.

Passa então o advogado a ser um verdadeiro conselheiro de negócios com uma abrangência e profundidade não proporcionadas por outras consultorias tradicionais.

Fonte: por Prof. Dr. Luiz Felizardo Barroso – PhD*, para CollBusiness News, em 29.07.2019.

*Presidente da COBRART – Gestão de Ativos; Titular da  Advocacia Felizardo Barroso & Associados. 
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