Afinal, para que servem os militares?

Créditos de Imagem: Tania Rego / Agencia Brasil

A intervenção do exército na Segurança do Estado do Rio de Janeiro despertou em alguns setores da sociedade civil um certo temor pela possibilidade da volta dos militares ao Poder Político, porque o Poder propriamente dito eles já o detêm.

Com esta preocupação, foram criados certos órgãos, como uma Comissão Especial na Seccional do Rio de Janeiro da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), bem como o Observatório da Intervenção, este último de composição mais ampla e eclética, apoiando a intervenção, este último de composição mais ampla e eclática, apoiando a intervenção, desde que, todavia, sejam respeitadas a Constituição Federal e submetidas suas decisões ao Poder Civil.

Segurança e Desenvolvimento sempre foi o binômio professorado pela Escola Superior de Guerra, há mais de cinquenta anos, por entender que um não sobrevive sem o outro e vice e versa.

Seja como for, a sociedade carioca nada tem a temer com a intervenção militar deflagrada no Estado do Rio de Janeiro, aos cuidados do Comando Militar do Leste, devido ao estado de verdadeira calamidade pública, vivenciada pelos cariocas e fluminenses.

Isto porque é sempre bom lembrar e, agora, é super oportuno fazê-lo, principalmente devido a certas imprecações assacadas em faceda intervenção que estamos vivenciando, as sábias palavras de um dos maiores presidentes da maior democracia do mundo, proferidas por ocasião do Memorial Day (Dia do Veterano), dirigida diretamente àqueles que perguntam: “mas, afinal, para que servem os militares?”.

“(…) é graças aos soldados e não aos sacerdotes que podemos ter a religião que desejamos;

é graças aos soldados e não aos jornalistas que temos liberdade de imprensa;

é graças aos soldados e não aos poetas que podemos falar em público;

é graças aos soldados e não aos professores que existe liberdade de ensino;

é graças aos soldados e não aos advogados que existe direito a um julgamento justo;

é graças aos soldados e não aos políticos que podemos votar (,,,)”

(Barack Obama, 2011)

Fonte: por Prof. Dr. Luiz Felizardo Barroso – PhD*, para CollBusiness News, em 01.10.2018.
* Presidente da COBRART – Gestão de Ativos.
Titular da  Advocacia Felizardo Barroso & Associados
Membro da Academia Fluminense de Letras.

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