Algumas tendências digitais em serviços financeiros para os próximos meses!

tendências digitais

Confesso que muitas vezes me pego questionando sobre quais tendências em transformações vão efetivamente emplacar. Vamos admitir que tantas novidades deixam até mesmo as mentes mais privilegiadas confusas em discernir quais destas novas ondas vão prosperar e quais os efeitos se seguirão nas empresas e na sociedade.

O único fato que ninguém pode questionar é que já nos próximos meses várias ondas de transformação digital vieram para ficar. Especula-se que grandes mudanças ocorram ainda nos próximos meses, especialmente para os gigantes do setor bancário, muitos dos quais operaram com A visão que os melhores negócios são fechados face-a-face, isto por centenas de anos.

É inegável que os consumidores agora têm tantas opções quando se trata de banking, que mesmo as instituições financeiras mais sólidas e renomadas serão forçadas a trabalhar muito para permanecer relevantes e se quiserem se manter à frente.

Abaixo estão seis tendências recolhidas de organismos de imprensa e os pensadores do G10 (que descobri, conta atualmente com 11 países…) consideram mais significativas para as transformações digitais no setor de serviços financeiros já em curto prazo.

Transações bancárias via celular

Quando foi a última vez que você pôs os pés em uma agência bancária? No atual ambiente bancário digital, a maioria de nós também é capaz de depositar cheques via simples foto, fazer transferências de fundos e solicitar empréstimos, e tudo de nossos aparelhos de celular. Tal mudança implica em que os bancos estão observando suas instalações, não como locais de negócios, mas, em muitos casos, como meramente peso e como geradores de custos.

Os clientes de hoje não querem um prédio bonito. Eles querem acesso 24 horas por dia, 7 dias por semana, aplicativos fáceis de usar (e sem falhas) e, muitas vezes, o mínimo de contato humano possível. De agora em diante, deveremos verificar foco cada vez maior em trazer ainda mais serviços que miram o cliente para o mercado consumidor, e por meio do mobile banking, seja texto para salvar ou um novo foco no pagamento móvel.

Pesquisa recente da Febraban revela que menos 60% das transações bancárias no país aconteceram via algum canal digital: apenas 24% ainda foram feitas em canais físicos.

Pagamentos via celular

Os relatos mostram que, nos EUA, por exemplo, muitas lojas ainda não estão aptas a aceitar pagamentos por celular, mas acredita-se que isso mude drasticamente muito em breve.

A aposta é que o pagamento móvel se tornará uma parte “normal” do varejo – especialmente se os varejistas de lojas físicas desejarem permanecer relevantes no mercado de hoje, sem papel.

Algumas montadoras de automóveis, por exemplo, permitem que o combustível seja pago em no painel do carro via integração por celular. Se as indústrias já fazem, os bancos, financeiras e outras empresas também conseguirão.

Aplicativos de celular

Nos países mais desenvolvidos parece haver a tendência que a imensa maioria dos serviços financeiros e dos serviços bancários se tornará móvel. Isso também inclui empresas terceirizadas de serviços financeiros de terceiros que agora estão competindo com bancos pelo “território” financeiro. Por exemplo, aplicativos de instituições financeiras não convencionais, gestores financeiros ou aplicativos simples de orçamento financeiro.

À medida que se avança para 2020, os próprios bancos precisarão considerar como eles se integrarão a esses serviços de terceiros – que informações oferecer, com quais empresas estão dispostas a fazer parceria e quais serviços podem oferecer a seus parceiros e quais dos serviços eles podem oferecer aos seus clientes diretamente – eliminando completamente os intermediários

Gestão de aplicações financeiras por algoritmos

A Inteligência Artificial (IA) está desempenhando um papel cada vez maior em quase todos os setores este ano, e em nenhum lugar isso é mais presente do que nos “wealth managers” automatizados.

Usando algoritmos complexos, os “bots” controlados por IA podem calcular as melhores oportunidades de investimento, as melhores taxas de juros, os melhores ofertantes de empréstimo – praticamente tudo que alguém precisa para manter-se informado sobre suas perspectivas de investimento.

Empresas e pessoas-físicas podem pensar intensamente em como digitalizar seus negócios de uma forma que os tornem competitivos nesse mercado que está prestes a prosperar.

Criptomoedas

O ano passado trouxe bastante decepção para as “blockchain” em geral, mas alguns confiam que o setor crescerá ainda este ano – não somente através bitcoins (como muitos teriam apostado).

Em vez disso, o “blockchain” deverá ganhar mais espaço como ativo em pagamentos digitais, serviços de custódia, processamento de empréstimos e praticamente todas as outras áreas onde informações valiosas ou moeda precisam da máxima segurança.

Também se acredita que veremos um aumento no uso de criptomoedas em “RegTech”, ajudando a automatizar processos que precisam atender a determinados regulamentos antes de serem implantados.

“Derrubar máscaras e dispersar a fumaça”

Muitos já submeteram propostas on-line acreditando que estas seriam processadas automaticamente e acabaram descobrindo que estas foram encaminhadas diretamente para um ser humano, e que, não raro, terão um tempo de avaliação similar a um processo via correios.

Os bancos de hoje estão em uma fase em que precisam eliminar gargalos quando se trata dos serviços automatizados, como descritos em suas linhas de frente. Afinal, a eficiência global pode ser expressa pela eficiência do processo menos eficiente de uma empresa. E nos serviços bancários e financeiros, ainda há muitos processos da “era que ora se encerra” – perdoem o cacófato, rs , rs, rs, …- que precisam ser substituídos ou atualizados.

A transformação digital será explosiva na área de serviços financeiros ainda nos próximos meses. O processo é exponencial: dois dos seis unicórnios brasileiros são startups do setor financeiro.

Pode-se negar este fato ou arregaçar as mangas a partir de agora. Um maior foco em serviços financeiros inovadores em prazo urgente – e não apenas curto – deve eliminar muito papel, tempo, custos e dores de cabeça com tecnologia.

Quem viver verá.

Fonte: por prof. Marcos Fattibene, para o Portal Risco e Recompensa, em 12.08.2019

2019-09-22T21:59:36-03:0012/09/2019|Tecnologia|Nenhum Comentário
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