Argentina anuncia medidas para conter inflação e estimular consumo / Argentina anuncia medidas para contener inflación y estimular el consumo.

Argentina, presidente Macri, crise econômica

O governo da Argentina anunciou nesta quarta-feira (17) uma série de medidas com o objetivo de conter a inflação galopante e reativar o consumo no país, em meio a uma crise que compromete seriamente as probabilidades de reeleição do presidente Mauricio Macri.

“As medidas principais que estamos lançando são fruto de um acordo com empresas líderes para manter por ao menos seis meses os preços de 60 produtos essenciais e o não aumento de tarifas de serviços públicos para este ano”, informou o governo por meio de um comunicado, segundo a Reuters.

É um acordo entre o governo e as empresas com o objetivo de “aprofundar a luta contra a inflação e ajudar a reativar a economia”, segundo o documento divulgado nesta quarta-feira pela Presidência.

Entre os produtos que terão seus preços congelados por seis meses estão óleos, arroz, farinha, macarrão, leite, iogurte e açúcar, entre outros. Também inclui alguns cortes de carne bovina, afirma a AFP.

Quanto às tarifas de serviços públicos como energia elétrica, gás, transporte público e telefonia celular, o governo concordou que não haverá novos aumentos no ano e até mesmo assumirá a diferença com alguns já autorizados às empresas. As taxas, que por anos tiveram importantes subsídios, são um dos itens que mais aumentaram nos últimos anos.

Aposentados e famílias que recebem assistência social terão alguns benefícios com acesso ao crédito.

As medidas foram anunciadas semanas depois de ter sido registrado um aumento na pobreza no país no último ano como resultado da alta inflação – que só em março foi de 4,7% e que soma 54,7% nos últimos 12 meses – e da queda da atividade econômica.

Medidas contra a inflação

Após a divulgação da alta inflação de março, o Banco Central Argentino anunciou na terça-feira (16) um maior aperto na política monetária para ajudar a conter os preços no varejo.

A Argentina sofre com inflação alta há décadas, mas a depreciação do peso, a moeda local, em 2018 alimentou os ajustes de preços, incluindo tarifas de serviços públicos que são reguladas pelo governo.

Em meio à crise cambial do ano passado, Macri buscou ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI), com o qual acertou uma linha de crédito de US$ 56 bilhões. Vários candidatos da oposição à presidência já disseram que vão rever o acordo se eleitos.

O peso argentino avançava nesta quarta, após as medidas anunciadas pelo banco central argentino, o que dava alívio ao governo. No entanto, o mercado de ações e os títulos caíam, e o risco país subia.

Até meses atrás, analistas davam como certa a reeleição de Macri nas eleições de outubro, mas sua imagem sofreu um colapso nas pesquisas, que agora são lideradas pela ex-presidente de centro-esquerda Cristina Fernández de Kirchner. Macri disse que buscará se reeleger.

“Nós vamos vencer essa batalha”, disse Macri nesta quarta-feira em vídeo no qual ele é mostrado conversando com um casal de cidadãos comuns na sala de sua casa, transmitido pelo governo.

El Gobierno de Argentina anunció este miércoles (17)  una serie de medidas con el objetivo de contener la inflación galopante y reactivar el consumo en el país, en medio de una crisis que compromete seriamente las probabilidades de reelección del presidente Mauricio Macri.

“Las medidas principales que estamos lanzando son fruto de un acuerdo con empresas líderes para mantener por lo menos seis meses los precios de 60 productos esenciales y el no aumento de tarifas de servicios públicos para este año”, informó el gobierno a través de un comunicado , según Reuters.

Es un acuerdo entre el gobierno y las empresas con el objetivo de “profundizar la lucha contra la inflación y ayudar a reactivar la economía”, según el documento divulgado este miércoles por la Presidencia.

Entre los productos que tendrán sus precios congelados por seis meses están aceites, arroz, harina, macarrones, leche, yogurt y azúcar, entre otros. También incluye algunos cortes de carne bovina, afirma la AFP.

En cuanto a las tarifas de servicios públicos como energía eléctrica, gas, transporte público y telefonía móvil, el gobierno acordó que no habrá nuevos aumentos en el año e incluso asumirá la diferencia con algunos ya autorizados a las empresas. Las tasas, que por años han tenido importantes subsidios, son uno de los ítems que más han aumentado en los últimos años.

Jubilados y familias que reciben asistencia social tendrán algunos beneficios con acceso al crédito.

Las medidas se anunciaron semanas después de que se registró un aumento en la pobreza en el país en el último año como resultado de la alta inflación -que sólo en marzo fue del 4,7% y que suma el 54,7% en los últimos 12 meses- y la caída de la actividad económica.

Medidas contra la inflación

Tras la divulgación de la alta inflación de marzo, el Banco Central Argentino anunció el martes un mayor apretón en la política monetaria para ayudar a contener los precios al por menor.

Argentina sufre con inflación alta desde hace décadas, pero la depreciación del peso, la moneda local, en 2018 alimentó los ajustes de precios, incluyendo tarifas de servicios públicos que están reguladas por el gobierno.

En medio de la crisis cambiaria del año pasado, Macri buscó ayuda del Fondo Monetario Internacional (FMI), con el que acordó una línea de crédito de U$ 56.000 millones de dólares. Varios candidatos de la oposición a la presidencia ya han dicho que van a revisar el acuerdo si son elegidos.

El peso argentino avanzaba este miércoles, tras las medidas anunciadas por el banco central argentino, lo que daba alivio al gobierno. Sin embargo, el mercado de acciones y los títulos caían, y el riesgo país subía.

Hasta hace meses, los analistas daban como cierta la reelección de Macri en las elecciones de octubre, pero su imagen sufrió un colapso en las encuestas, que ahora están lideradas por la ex presidenta de centroizquierda Cristina Fernández de Kirchner. Macri dijo que buscará reelegirse.

“Vamos a vencer esa batalla”, dijo Macri este miércoles en vídeo en el que se muestra conversando con una pareja de ciudadanos comunes en la sala de su casa, transmitida por el gobierno.

Fonte: leiam a integra do artigo em G1, Economia, em 17.04.2019

Nota da Curadoria:

  1. Notícias sobre a Argentina, em particular sua economia, são de especial interesse para o Brasil, visto as estreitas relações comerciais entre os dois países.  A balança comercial é favorável ao Brasil, mas nos últimos 4 anos tem-se observado uma desacelaração nas exportações  para a Argentina, explicada pela crise econômica argentina.
  2. Destacamos alguns aspectos das medidas econômicas argentinas:
  • congelamento de tarifas;
  • renegociação de dívidas fiscais de pequenas e médias empresas;
  • aposentados e famílias que recebem assistência social terão alguns benefícios com acesso ao crédito.
2019-04-17T16:47:08-03:0017/04/2019|Notícias|Nenhum Comentário
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