carteiras podres

As empresas de recuperação de crédito acostumadas a comprar carteiras de crédito podre de grandes bancos começam a ver um movimento significativo de venda de carteira de inadimplentes por um novo tipo de público: bancos digitais, varejo e setor de ensino.

Wagner Sanches, presidente da Recovery, uma empresa de cobrança de dívidas do banco Itaú e uma das maiores do país, diz que esses setores descobriram que podem ter dinheiro em caixa em poucos dias, mesmo que com grande desconto, mas se livrando dos custos e trabalho da cobrança de contas de inadimplentes.

Em 2021, a expectativa é que esse mercado de venda de carteiras atinja 34 bilhões de reais, 70% maior do que no ano passado e cerca de 15% maior do que em 2019.

A Recovery tem hoje 27 milhões de CPFs em sua carteira, de pessoas com dívidas de 110 bilhões de reais. Por dia, a empresa tem fechado 22 mil acordos, número ainda abaixo de 2020, mas Sanches já vê uma retomada da economia.

Se no primeiro trimestre  a queda de acordos foi de 30%, por conta da segunda onda da pandemia, em abril e maio a empresa já registra um aumento de 15%.

Fonte: por  Josette Goulart, para Radar Econômico*; em 19.05.2021.

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