Em tempos de rápidas mudanças, evoluções tecnológicas constantes e novidades a todo momento, inovar é necessário. Mas, mais do que isso, é preciso inovar de maneira disruptiva.

O que o telefone celular, o WhatsApp e a Netflix, por exemplo, têm em comum? São todas tecnologias disruptivas, que tornaram telefones fixos, SMS e videolocadoras obsoletos. A inovação disruptiva vai muito além do conceito do novo, pois gera novas demandas, mudanças expressivas nos negócios e, também, na forma de atender às pessoas e de prestar serviços.

O termo Inovação Disruptiva foi criado por Clayton Christensen e popularizado por seu livro “O Dilema do Inovador” (1997). A obra narra o processo de surgimento de um produto ou serviço, inicialmente em aplicações simples, na base da pirâmide do mercado e, então, ele cresce na escala de valor e, por fim, desloca competidores já tidos como players no mercado.

Um exemplo disso foi quando a Apple lançou o seu primeiro iPhone, que agregou em um mesmo aparelho tecnologias já existentes como telefone, iPod e Internet, tendo eliminado o teclado dos celulares e inserido uma tela de alta definição, capaz de responder aos comandos do usuário ao ser tocada. Assim, surgiu uma tecnologia disruptiva, que alterou profundamente o cenário dos celulares. Com essa sacada, a marca obrigou os seus concorrentes a correrem atrás do prejuízo e, quem não seguiu esse caminho, como a BlackBerry, que só foi lançar celulares com teclados touch anos depois do primeiro iPhone, por exemplo, foram ceifados do mercado.

Nos dias atuais, seguir o fluxo da transformação é necessário para quem quer estar dentro do jogo e, a evolução tecnológica atual, permite infinitas possibilidades. Porém, a pesquisa “Agenda 2017”, realizada pela Deloitte, com a participação de 746 organizações, mostrou que as empresas brasileiras ainda precisam amadurecer a inserção de tecnologias disruptivas no seu modelo de negócio.

Apesar de muitas organizações apontarem algumas das 12 frentes tecnológicas sugeridas pela pesquisa como prioridade para os próximos anos, o conhecimento sobre essas tecnologias ainda é muito superficial. Cerca de 61% dos entrevistados não tinham ideia do que era e como funcionava a Blockchain, 40% desconheciam completamente o que é a Indústria 4.0 e 36% nunca ouviram falar em tecnologias exponenciais.

“As empresas que desenvolvem tecnologias e abordagens disruptivas têm grande potencial de negócios no Brasil, já que há muito espaço para penetração no mercado”, indica o regional managing partner e sócio-líder de novos negócios e inovação da Deloitte, Othon Almeida. “Por outro lado, as empresas, em geral, precisam planejar seriamente como conhecer melhor, investir e incorporar essas novas tecnologias aos seus processos, o que pode significar a sobrevivência, ou não, dos negócios”, conclui.

Abaixo, damos quatro dicas para que o seu negócio fique em sintonia para a descoberta e implementação de tecnologias disruptivas.

Tecnologias Emergentes

É importante estar de olho em todas as tecnologias que surgem no mercado. Mesmo que elas não tenham uso comercial, podem auxiliar na melhora de produtos e serviços já existentes. Investir na área de pesquisa e desenvolvimento é sempre um modo interessante de conhecer essas novas tecnologias e testá-las.

Fique de olho no crescimento de determinadas inovações

É preciso estar atento às inovações que estão chegando ao mercado, mesmo que estejam fazendo sucesso com um público abaixo do seu, pois, algumas vezes, essas tecnologias alcançam grandes impulsos e acabam ganhando espaço onde você atua e vende.

Monte uma unidade de inovação disruptiva no seu negócio

Coloque um time exclusivo para buscar as novidades no mercado e alie isso a uma unidade de vendas que possa agir rapidamente e promover o que foi descoberto. Isso fará com que você esteja um passo à frente e sempre por dentro do que está quente no mercado.

Cooperação Internacional

A cooperação internacional também pode ser usada como uma vantagem competitiva para impulsionar o uso de tecnologias disruptivas. Empresas que têm sede em outros países podem trocar experiências e gerar mais conhecimento sobre essas inovações.

Lembre-se de que inovar de maneira disruptiva é pensar fora da caixa, mas, muitas vezes, é transformar o conhecido em novo, é agregar.

No dia 28/8, teremos um Webinar que falará sobre “Planejando novas Atividades de Digitalização na Indústria 4.0”, não percam!

Fonte: por VDI – Associação de Engenheiros Brasil – Alemanha.