Consumidor inadimplente deve, em média, R$ 3.252, o triplo do salário mínimo.

Cada devedor tem duas contas em aberto, em média, e mais da metade das dívidas tem como credor algum banco, segundo a CNDL e o SPC Brasil.

O valor médio da dívida do brasileiro é quase três vezes e meia o salário mínimo no país, atualmente em R$ 998. Somando todas as pendências, cada consumidor inadimplente deve, em média, R$ 3.252,70, segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Cada devedor tem duas contas em aberto, em média. Mais da metade das dívidas pendentes (53%) de pessoas físicas no país tem como credor algum banco ou instituição financeira. Em seguida, estão comércio (17%), setor de comunicação (11%) e concessionárias de serviços básicos como água e luz (10%).

“Para evitar o chamado efeito “bola de leve”, o consumidor deve priorizar o pagamento de dívidas com juros mais elevados, que geralmente, são as dívidas bancárias”, orienta José Vignoli, educador financeiro do SPC Brasil.

“Uma opção que pode ser analisada em certos casos é a substituição da dívida por uma outra que cobra juros mais baixos, como é o caso do consignado”, sugere.

Após atingir crescimento recorde no auge da recessão econômica, a inadimplência do consumidor dá sinais de desaceleração. O volume de atrasos em junho cresceu 1,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. É o menor avanço na base anual de comparação desde dezembro de 2017, quando o índice subiu 1,3%.

No entanto, o estoque de pessoas com contas em atraso e que enfrentam dificuldades para voltar ao mercado de crédito ainda é muito elevado. Até abril deste ano, o Brasil tinha 62,6 milhões de pessoas nessa situação, o que representa quase 41% da população adulta.

“Embora os juros estejam menores e a inflação dentro da meta, o desemprego ainda é elevado e acaba reduzindo tanto a capacidade de pagamento das famílias, quanto o apetite as compras”, explica José Cesar da Costa, presidente da CNDL.

Fonte: por Júlia Legwoy para Valor investe em 15.07.2019

2019-07-15T14:58:48-03:0015/07/2019|Crédito&Cobrança|Nenhum Comentário
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