Desemprego: quitar as dívidas é a melhor solução?

Na eminência do desemprego, e estando endividado, o primeiro pensamento é quitar todas as dívidas imediatamente, justificando tranquilidade e ter consciência tranquila, afinal, não se sabe quando terá dinheiro novamente…

Será esta atitude a mais adequada?

Embora pareça a melhor saída, nem sempre será a melhor alternativa utilizar o fundo de garantia, por exemplo, para execução das dívidas. E dependendo o motivo do desemprego, sê emocionalmente em abalo, a vontade de comprar os objetos de desejo, seja por merecimento ou reconhecimento precisa ser contida. Isto em função do risco e ficar sem receita para pagar as despesas que fazem parte do cotidiano.

Não tome decisões movida pela emoção!  Antes de utilizar seu fundo de garantia, férias e seguro desemprego, faça um planejamento. Em primeira instância, estabeleça uma estratégia e depois tome decisões.

Para ter controle da situação, tenha a noção exata de seus valores, tenha na ponta do lápis suas despesas, seus gastos mensais, seja uma parcela de um financiamento à um cafezinho. As pequenas despesas sempre causarão grandes impactos quando somados no final de trinta dias. Some ainda todas as dívidas para que tenha a noção exata da energia a ser concentrada na organização de suas finanças. Neste momento a coragem será imprescindível para o mapeamento destas dívidas.

Muita atenção aos cartões. Lembrando que na maioria das vezes criamos mecanismos de compensação pela situação de desemprego, evite comprar a crédito, cheque especial, cartões de lojas que levam a gastar, criando o engano de que são parte de receitas.


Este é um bom momento para que você estabeleça suas prioridades. Sobre o que representa valor para uma vida com qualidade e, que neste momento, são essenciais. Este movimento será significativo para a organização financeira, que impactará favoravelmente quando tiver receitas novamente.

Chegou a hora de rever seu padrão de vida! Não tenha receio de mudar a maneira de consumir, cortar gastos e reduzir despesas. Aceite que o padrão mudou e que novas maneiras de lidar com a vida financeira terá significativos ganhos na nova estrutura pessoal. Verá inclusive que reunir a família neste momento para decisões conjuntas proporcionará maior engajamento entre todos! Muito provavelmente tenha condições de manter suas despesas por até três meses.

Não desanime, demonstre seu interesse em permanecer adimplente. Procure seus credores, faça negociações, principalmente com àqueles, cujos juros são mais altos. Tenha a coragem de buscar a solução.

Gradativamente precisará adquirir novos hábitos, tais como, criar uma reserva financeira, de acordo com sua realidade financeira e, assim, estará prevenida para imprevistos que são naturais ao longo da vida. Reforçamos para tanto, que saber para onde vai o seu dinheiro será uma medida estratégica para conhecer-se e tomar decisões assertivas. Mesmo que inicialmente as reservas sejam de pequenas quantias, um novo comportamento a levará a realizar todos os seus sonhos sejam eles de curto (doze meses), médio (até 10 anos) e longo (a partir de 10 anos) prazos!

Confie e siga em frente! Sua organização financeira inicial a levará a ficar mais tranquila para focar ações de recolocação profissional.

Fonte: por Regina Alvares*, para CollBusiness News em 29.08.2018  
*Educadora e terapeuta financeira, coach, especialista em comportamento financeiro e profissional.

Skype: Regina Alvares
Instagram: regina_alvares
WhatsApp: (11) 97296-5265

A colunista Regina Alvares participará do Mentoring Day, no próximo dia 01.09.2018,  abordando o tema de sua especialidade: Saúde Financeira.

Leia mais sobre este convite clicando na data acima (primeira publicação do artigo em nossa home).

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2018-08-26T23:03:22+00:0029/08/2018|Gestão|Nenhum Comentário
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