E você? Qual sua inadimplência?

Tem sido amplamente discutido a quantidade de inadimplentes no Brasil. Candidatos estão transformando o assunto dos 63 milhões de inadimplentes em plataforma política.

Mas a palavra inadimplência, tão ligada a débitos financeiros, pode também ser relacionada a débitos de nossa vida. E é esse o tema deste post. A inadimplência pessoal de nossas vidas, aqueles débitos que vamos acumulando a cada dia.

Tenho vivido um momento especial. Aos 46 anos e com desafios diferentes a cada dia. Desafios que mexem com o humor com a motivação, com a vontade de acordar. Como muitos sabem descobri uma doença genética a cerca de um ano.

Eu que aos 9 anos já tinha passado por um outro desafio com 5 dias em coma e quase um ano no hospital, até descobrir uma doença chamada Adson, uma insuficiência renal que me fez conviver com o corticoide desde então. Hoje pude entender que no fundo está situação tinha haver com o mesmo problema genético hoje descoberto.

Ocorre que depois de sair do hospital e me recuperar, passei uma vida sempre colocando a doença em segundo plano, vivendo uma vida normal, com acompanhamento, porém sem um foco que me fizesse viver de forma diferente.

Deixar a doença de lado, viver uma vida normal, aproveitar cada dia intensamente.

Mas o que é uma vida normal?

Quanta inadimplência estamos gerando seja na falta de atividade física, na dificuldade de manter hábitos alimentares saudáveis, etc.

Cheguei então a uma triste, mas real conclusão. Sou um grande inadimplente para comigo mesmo.

A falta de disciplina é o que causa a inadimplência. É assim quanto perdemos o controle e não nos planejamos financeiramente. Quando acreditamos que a parcela a mais da carne não vai ser o problema.

É assim na vida, quando acreditamos que a feijoada do sábado vai ser só um pequeno deslize, quando o churrasco do domingo é uma bobeira sem importância, quando acordar mais cedo pra fazer exercícios pode ser deixado pra amanhã.

Dizem que a vida começa aos 40. Eu não posso reclamar de nada, vixi e vivo uma vida de prazeres. Prazer por ter uma família maravilhosa, um trabalho que amo, amigos agradáveis, mas de fato sinto que estou em uma fase de duros questionamentos e quem sabe me preparando para chegar a uma nova fase aos 50 anos. Tenho mais 4 anos de trabalho para pagar minhas dívidas: foco no tratamento, físico, natação e o mais difícil pra pagar, A comida. Ah a comida, ela hoje é meu álcool, minha droga, aquilo que sinto falta em deixar.

Por isso hoje resolvi dividir isso com vocês meus amigos. Estarei buscando a cada dia economizar um pouco, dia após dia buscar economizar na comida, economizar na preguiça, não colocar o trabalho como um analgésico. Enfim negociar minha dívida.

Sei que não vou conseguir pagar isso de uma vez, mas vou pagar.

Convido você a avaliar comigo seus débitos para com você mesmo. Encarar de frente os desafios e “tirar seu nome do SPC”.

Não adianta adiar, o momento é agora é hoje.

Um grande abraço,

Eduardo Tambellini

Fonte: publicado em 12.08.2018 no blog Tabelando com Tambellini.  Leia a integra do artigo no blog.

2018-08-12T22:45:42-03:0015/08/2018|Crédito&Cobrança|Nenhum Comentário
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