Edge Computing: Prepare-se para a explosão da Internet das Coisas

Na onda da transformação que o universo web nos trouxe, usuários, processos e negócios caminharam naturalmente para uma integração fantástica.

Meses, dias, horas, agora se transformaram em segundos. Demandando fortemente novos padrões de comunicação e a diversidade de dispositivos conectados e integrados. Onde surge a IoT, ou ”Internet da Coisas”.

Tudo isso está transformando profundamente a forma como vivemos, interagimos, e fazemos negócios.

Mas tem um preço. A incalculável quantidade de dados gerados, úteis ou não, nessa nova forma de comunicação.

As tecnologias de computação em nuvem, associadas ao fenomeno do BigData nos ajudaram a transpor um horizonte que era limitado. Mas poder acessar a web a partir de dispositivos diversos implica em avaliar a sobrecarga de comunicação com os ambientes em nuvem.

Diferente do que normalmente se enfrente nas areas de TI, dessa vez parece não ser tão simples de planejar ou controlar com eficácia, as questões de armazenamento e mesmo processamento de tantas informações vindas agora de ambientes distintos.

Todos sabemos que IoT está chegando muito fortemente nesse nosso universo onde tudo agora precisa estar conectado.

Mas com isso, surge também uma alternativa de compartilhamento muito interessante que pode minimizar esse problema:
A Edge Computing (ou “Computação de Borda”).

Um paradigma de computação distribuída, onde o objetivo é processar total ou em grande parte em pequenos dispositivos distribuídos (característica principal do IoT), Contrapondo os princípios de computação em nuvem onde o ambiente é normalmente centralizado.

A idéia é processor a quantidade imensa de dados gerados pela IoT ​​mais proximamente dos dispositivos onde são criados. Evitando rotas longas para datacenters remotos.

Usamos o termo “borda” porque o processamento passa a acontecer mais proximamente dos limites da rede corporativa. Permitindo que as organizações analisem dados importantes praticamente em tempo real. O que é vital em um mundo extremamente competitivo.

Uma demanda forte em especial das áreas de Saúde, Finanças, Comunicação, e claro, Telecomunicações.

Cloud Computing

Desde o surgimento desse conceito, vários especialistas tem alertado que, em muitos cenários, não seria correto argumentar que o fato de tudo estar na “nuvem” garantiria a estabilidade necessária entre dispositivos e o DataCenter.

Uma solução seria a Edge Computing, que pode ser entendida como uma espécie de rede mesh formada por micro DataCenters que processam e/ou armazenam dados críticos. Localmente. Para posteriormente enviá-los para um DataCenter corporativo ou para nuvem (IaaS), ou ainda para uma instalação de localização compartilhada.

Para armazenamento ou outros processamentos.

Em contraponto ao conceito de ThinCLient da transferência simples de dados, surge agora o FatClient. Softwares que habilitam o dispositivo a fazer também algum tipo de processamento.

A computação de borda faz uma “triagem” local da grande quantidades de dados coletados em dispositivos IoT. Permite um pequeno processamento e descartes e na sequencia transferir os dados gerados para um dispositivo receptor local ou enviar o que realmente for útil para a nuvem.

Reduzindo consideravelmente o tráfego entre as pequenas sub-redes na “borda” e o backbone.

Ambientes muito menores, mais ágeis e sensivelmente mais baratos.

Edge Computing surge como uma solução efetiva e flexível para situações onde dispositivos de IoT estejam em situações de pouca conexão. Não estando online todo o tempo, conectados ao ambiente de nuvem.  Um problema que a Tecnologia 5G promete resolver.

Como a multiplicação geométrica dos dispositivos IoT acarreta a superutililzação de canais de comunicação, a computação em borda permite também a redução da latência.  Uma vez que  os dados não atravessam uma rede para alcançar um DataCenter corporativo ou a nuvem, para que sejam processados.

Sendo ideal para serviços financeiros ou ambientes de manufatura.

Oportunidades

Com a chegada das redes celulares de 5G, cada vez mais os provedores de telecomunicações implementarão micro centros de dados integrados. Tanto nas instalações base como em locais próximos às torres receptoras de 5G.

Com a transferência de dados percorrendo caminhos menores e mais rápidos, empresas de serviços podem ser mais ágeis. E por outo lado, clentes também podem alugar espaço ou compartilhar micro datacenters usando-os como gateways.

Como fica a segurança

Como tudo que envolve comuicação e conectividade em Tecnlogia, a seguranca é um fator que deve sempre ser considerado.

Quanto menor o tráfego e a quantidade de dados em nuvem, teoricamente seria menor a exposição à vulnerabilidade. E no caso de borda, os dados estão mais próximos de onde são gerados.

Mas há também uma outra visão. IoT por definicao cria muito mais pontos de entrada de dados. E com isso, a vulnerabilidade da ponta (os dispositivos) é muito maior.

Por isso tecnologias de segurança são especialmente importantes aqui.

Controle de acesso, tunelamento de rede privada virtual e criptografia de dados, são sempre elementos muito importantes na proteção de sistemas de computação de ponta.

Computação de “Nevoeiro”.

Enquanto a “borda” refere-se aos processos computacionais feitos proximamente aos dispositivos, a “neblina” pode ser entendida como as conexões de rede entre os dispositivos de borda e a nuvem.

Esse “nevoeiro” incorpora a rede necessária para obter os dados processados ​​para o destino final.

O Mercado

A computação de borda, que movimentou em 2017 por volta de US$ 8 milhões, promete até 2026 bater a marca de US$  20 milhões.
Além de ajudar muito a comunicação, analise e tomadas de decisão nos negócios em todo o mundo.

Por fim, é importante enteder que a Edge Computing  de forma alguma substitui os conceitos de nuvem.

Mas agrega, para garantir maior agilidade na comunicação para análises em tempo real para garantir o sucesso nos negócios.

Então fica a dica..

Se você está de olho no mercado espetacular que o IoT promete… prepare-se!

Fernando Lemos*

*Estrategista em Tecnologia e Inovação.

Fonte: para CollBusiness News em 27.03.2019

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2019-03-31T21:07:01-03:0027/03/2019|Tecnologia|Nenhum Comentário
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