Eduardo Tambellini: Um resumo de meus painéis no GoOn Fair 2018!

Ah, a cobrança…

Um dia comecei a trabalhar com isso em um banco, na verdade em uma área chamada “cobrança expediente” que era um processo de fechamento de caixas e de atendimento a clientes que pagavam títulos em atraso, isso em 1989. De lá pra frente, a cobrança nunca mais saiu de minha vida. Trabalhei com Risco de Produtos Consignados, onde a inadimplência não era um problema; trabalhei em Prevenção à Fraude, em formalização e, quando achei que não mais voltaria a trabalhar neste mundo louco mas emocionante da cobrança, voltei a GoOn, e lá soube que nunca mais deixaria de atuar na área de cobrança.

E como amo o que faço!!!

Neste sentido fui agraciado com a oportunidade de mediar dois painéis no GoOn Fair 2018: Raio X da Recuperação I e II. No primeiro, o foco estava na transformação do digital, a criatividade humana em uma cobrança digital. Fizemos um debate profundo acompanhado de super profissionais como Thiago da PGMais, Hone da Peopleware, Fabiano do SICRED e Rogério do Banco Original, na oportunidade falamos de como a inteligência artificial vem sendo usada em operações de cobrança e discutimos o uso de inteligência cognitiva. Será que já chegamos a este nível? Por exemplo, você acha que o Google usa inteligência cognitiva?

Sim ou não?

Pergunte a ele: me mostre figuras de animais que NÃO sejam elefantes!

O que ele lhe mostra?

Percebemos então que inteligência cognitiva não é algo tão básico, percebemos que os robôs não chegam sabendo o que fazer, é preciso treiná-los. E dentro deste debate é importante que fique a mensagem da ordem correta das coisas: empresas investem em tecnologia, aí tentam criar processos e depois se der tempo envolvem as pessoas, quando na verdade a primeira etapa deve ser engajar pessoas depois criar processo e a partir daí otimiza-los com tecnologia.

Após um painel onde Antônio Castillo da Equifax Latam nos deu uma visão geral das diferentes formas de cobrança no mundo, começamos um novo painel, o Raio X da Recuperação II, onde junto com Jony Chagas da RicardoEletro, Marcel da Cetelem, Rodolfo da Credsystem e Francischini da Calcard, conduzi um debate sobre os desafios da cobrança de hoje.

Debatemos muito e o que pudemos concluir é que na cobrança moderna é essencial entender o momento do cliente e suas necessidades para criar condições sustentáveis de efetiva recuperação. É essencial revermos nosso modelo de capitalismo e tirar da teoria a ideia de recuperar o cliente e transformar em prática.

Este é o momento.

Um momento onde a cobrança com um viés digital, cada vez mais tem que encontrar a melhor forma humana de se comunicar e resgatar a dignidade do cidadão endividado.

Afinal, pra que serve a atividade de cobrança? Se não para recuperar o cliente e não apenas a dívida.

Vamos juntos transformar o modelo de cobrança? Eu acredito. E você?

Fonte: por Eduardo Tambellini, para o site CollBusiness News, em 25.05.2018.

 

2018-05-25T17:51:02-03:0025/05/2018|Crédito&Cobrança|Nenhum Comentário
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