Educação Financeira para Mulheres

As mulheres estão cada vez mais participando das finanças da família e, em muitas ocasiões,   estão na linha de frente.

Carregam o estereótipo de serem consumistas e isto, na maioria das vezes, passa uma mensagem que não tem a condição de administrar as finanças.

Esta visão está cada vez mais fora de moda, pois as mulheres estão se qualificando a fim de contribuir com maior competência na mudança desta visão. Estão voltadas para mudanças de comportamentos e na direção de uma vida financeira saudável.

A educação financeira diz respeito a comportamentos, valores, hábitos no trato da vida financeira das pessoas. De identificar como os gastos são direcionados,  fazendo uma análise apurada e detalhada dos mesmos. De identificar as prioridades nos gastos, assim como, o tipo consumidor de uma pessoa.

Segundo a metodologia DSOP de Educação Financeira:

O  consumidor consumista diz respeito à:

  1. pessoa  que gasta compulsivamente;
  2. que desperdiça;
  3. orienta-se pelo status quo;
  4. faz shopping terapia ou lojaterapia;
  5. age por impulso, sem medir  consequências de suas escolhas;
  6. é imediatista e não pensa em sua  sustentabilidade financeira no futuro.

O consumidor consciente diz respeito à:

  1. pondera antes de comprar;
  2. utiliza efetivamente o que compra;
  3. orienta-se por um estilo de vida saudável;
  4. satisfaz necessidades;
  5. compra àquilo que agrega valor, é necessário;
  6. é previdente e pensa que o futuro é conseqüência das escolhas praticadas no presente.

Acreditamos que o conhecimento faz com que a mulher realize as ações necessárias na direção do tipo  “consumidora consciente”.

Neste contexto um forte aliado para mulher é a disciplina, pois a falta desta pode incorrer em desequilíbrio financeiro

A palavra disciplina vem da palavra em Latim discipulus, que significa aquele que aprende. Ter disciplina está relacionado com aprender mais e mais sobre determinada coisa, portanto, é uma questão de criar um novo hábito.

A disciplina em questão de Educação Financeira, por exemplo, trata de registrar todos os dias, detalhadamente, a despesa realizada. E se o registro ocorrer em seguida à compra é o ideal. Podemos nos surpreender ao constatar no final de um período de 30 (trinta) dias o quanto gastamos com pequenas despesas que nem percebemos no nosso dia a dia.

Desta forma, ao tirar um retrato dos gastos, as mudanças que forem julgadas necessárias acontecerão naturalmente. Sê identificado que uma das maiores despesas esta direcionada ao transporte gasto no mês em reuniões presenciais, uma mudança significativa, por exemplo, será realizá-las por skype.

Uma força fortalecedora para a mudança de comportamentos são os Sonhos. Quando identificados os sonhos de curto, médio e longo prazo e estes passam a fazer parte do orçamento,  torna-se muito mais prazeroso e motivador colocar em prática as mudanças da análise do “EU FINANCEIRO” que o retrato possibilita, pois auxiliará no direcionamento de gastos. Os sonhos são as molas propulsoras para as ações.

Assim, é fundamental identificar quais são os sonhos, quanto custam, por quanto tempo reservar dinheiro para alcançá-los. A disciplina no registro das informações de como nos comportamos financeiramente, como evitar desperdício será muito mais fácil quando soubermos que aquele valor que foi reduzido na despesa do transporte, por exemplo, foi direcionado para nossos sonhos.

Assim, registre, analise, avalie, mude comportamentos e, principalmente, crie condições financeiras para a realização de seus sonhos!

Fonte: por Regina Alvares*, em 28.05.2018

*Educadora e terapeuta financeira, coach,  especialista em comportamento financeiro e profissional.

Instagram: regina_alvares

 

2018-05-30T17:55:07-03:0028/05/2018|Gestão|Nenhum Comentário
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