Era Digital

O mundo atual passa por inúmeras e cada vez mais aceleradas transformações em torno de todos os campos da sociedade. Aliás, desde o princípio da civilização o homem está em busca de adaptações, mudanças e novos conhecimentos.

A relação do homem e sua moeda não poderia ficar à margem dessa evolução. O atual formato do sistema bancário coloca à disposição dos clientes uma gama de aplicativos para celulares e tablets, websites, uma enorme rede de caixas automáticos, call center e consultores remotos. O cliente já não precisa mais ir à agência de uma instituição cooperativa de crédito ou banco tradicional para fazer transferências, pagar contas ou checar seu saldo.

A partir de agora, o cliente passará a experimentar um banco sem agência. As instituições financeiras brasileiras estão se estruturando para ter suas próprias versões de banco digital, desses que só se materializam nas telas de computadores e celulares. E assim o cliente não precisará mais falar com o gerente pessoalmente para abrir uma conta ou pedir um empréstimo. É a era do auto atendimento.

Os elementos-chave na criação da transformação digital em uma empresa do setor financeiro incluem uma cultura colaborativa e um foco no núcleo digital que envolve tecnologias analíticas, abertas e ágeis. Outro elemento-chave é estabelecer parcerias com fornecedores externos, como startups, Fintechs, fornecedores de tecnologia e empresas de serviços não financeiros, que os clientes valorizam.

Atento ao novo momento, o sistema cooperativo financeiro internacional, tratou do tema na conferência Mundial do Woccu (World Council of Credit Unions),  tem debatido como engajar jovens associados e colaboradores. O jovem da chamada geração Y, não aceita mais papel nem quer ir fisicamente a uma agência. Ele quer resolver tudo online, em ambiente digital, a qualquer momento, sem horário pré-determinado e trabalhar em um ambiente 100% integrado às novas tecnologias.

Ingressar de forma definitiva na Era Digital, com mudanças no desenho das agências e no perfil do colaborador, que vai precisar dominar o mundo da informática ou, pelo menos, ter um conhecimento amplo das tecnologias incorporadas aos meios de pagamento é o desafio urgente que toda instituição financeira terá que enfrentar.

Fonte: por Leo Trombka*, para Easy Coop

*presidente do Conselho de Administração da UNICRED Brasil, vice-presidente do Conselho de Administração do FGCoop e coordenador nacional do CECO.