Isto é coisa de “doidim” ou é o futuro das Empresas de Cobrança

Coisa de “doidim” foi um comentário recebido no momento da publicação pela primeira vez deste artigo, no Linkedin. Me senti dentro de uma estória de Guimarães Rosa. Feito pelo titular de uma Empresa de Cobrança. 

Estamos vivendo um momento de disruptura. E sempre que isto acontece, é muito difícil para quem está dentro do processo perceber. Estive no evento que reuniu as empresas de cobrança, prestadoras de serviços ao Banco do Brasil, no último dia 21/02/2017 em São Paulo. Ponto alto do encontro a palestra do Gil Giardelli. Minha atenção se dividiu entre o palestrante, brilhante, e a plateia. Silêncio inquietador. Pequenos movimentos nervosos. Olhares perdidos. E o Gil apresentando de forma implacável um admirável mundo novo. Mundo conectado. Robôs. Inteligência Artificial. Autoatendimento inteligente. Negociação sem negociadores. BI para entender quem são os inadimplentes mais propícios ao pagamento.

Logo na abertura proferiu uma frase desestruturante: Uma PA digital substitui 4000 PAs com humanos. Cruz Credo!!!. Será isto possível? Vejo na face do público um ar de incredulidade. Minha empresa não tem nem 100, para a maioria do público. E não percebem a quebra de paradigma. Que o jogo se igualou. PA não mede mais nada! Ou talvez meça – Quanto maior o numero de PAs em uma operação, fique preocupado, provavelmente você não está ganhando dinheiro. Com certeza a rentabilidade de seu negócio esta comprometida. 

O Modelo de cobrança baseado em PAs se esgotou por si só. E um dos fatores que levou a isto são os salários pagos pelo setor. Salários impossíveis de gerar satisfação, pelo menos para quem faz o serviço. O que gera descompromisso. Ouvindo as gravações de uma PA é fácil concluir que diante do nível de negociação hoje estabelecido, um chatbot bem escrito faz todo o serviço com os pés nas costas. Apesar de ele não ter pés.

As Empresas alegam que não podem pagar mais, porque suas comissões foram extremamente achatadas. Será isto uma verdade? Não sei. As comissões já foram grandes, o pagamento era feito “por fora” e não me lembro de ser grande.

“Temos que repensar a cultura empresarial do setor”

Não sei se dá tempo, para as empresas hoje estabelecidas. Que precisam acreditar que precisam mudar, acelerar o aprendizado, ter capacidade de investimento para entrar neste mundo novo, e gerar resultados em tempos de mudança.

Fintechs

No passado era muito fácil montar uma empresa de cobrança. Conquistava-se uma conta, contratava-se meia dúzia de cobradores e telefones, alugava-se uma sala nas bordas da cidade. E a empresa estava operante.

Hoje, quem está entrando no mercado são empresas Start Ups, as chamadas fintechs. Para elas a palestra do Gil Giardelli é passado.

Como compensação a este cenário árido a constatação que:

Sem cobrança não existe crédito.

 

Referencias

http://www.gilgiardelli.com.br/site/

http://exame.abril.com.br/tecnologia/como-evoluimos-dos-computadores-humanos-a-inteligencia-artificial/

2017-12-15T00:22:13-03:0026/09/2017|Crédito&Cobrança|Nenhum Comentário
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