Mais de 1 milhão de vagas fecharam

O Brasil obteve 1,1 milhão de postos de trabalho com carteira assinada apenas nos meses de março e abril deste ano. Foi quando teve início como medidas de isolamento necessárias para conter ou avançar o novo coronavírus .

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério da Economia.

Em março e abril de 2020, houve 2.760.754 contratações e 3.085.927 demissões no país. Apenas em abril, foram fechados 860 mil postos de trabalho no Brasil.

Nos primeiros quatro meses deste ano, o país registrou 763.232 vagas com carteira assinada. No mesmo período de 2019, o Caged registrou um saldo positivo de 313 mil postos.

Em um ano, por conta da crise causada pela pandemia de coronavírus, as admissões caíram 9,6% e as demissões subiram 10,5% no Brasil.

No intervalo de janeiro a abril de 2020, das principais categorias como econômica do Caged, apenas agricultura contratada, registrando um saldo positivo de 10.032 vagas. As demissões foram puxadas pelo comércio, que alcançaram 342.748 postos de trabalho, seguidos pelos serviços (280.716), indústria (127.886) e construção civil (-21.837).

Entre os estados, São Paulo, obteve o resultado negativo do emprego. Foram 227.670 demissões. Na segunda pior posição, no Rio de Janeiro, 125.154 postos com carteira assinada entre janeiro e abril deste ano.

Dados atrasados

Essa é a primeira vez que os dados do Caged são divulgados desde o início da crise causada pelo coronavírus. As informações sobre empregados e desempregados não foram divulgadas desde janeiro deste ano, com dados relacionados a dezembro.

Para atrasar a divulgação de dados por quatro meses, o Ministério da Economia justificou uma falta de prestação de informações sobre admissões e demissões por parte de empresas. Esses dados são de envio obrigatório e de responsabilidade das empresas.

Durante os meses, disse o ministério, como as informações estavam sendo usadas com subdeclarações nos dados de desligamentos, o que poderia apresentar um saldo de emprego formal superior ao real.

Fonte: por Manuel Ventura e Pedro Capetti, para O Globo, em 27.05.2020