Mindful Decisions – O Caminho do Meio

O Caminho do Meio , a união de 2 conhecimentos fundamentais para buscarmos eficiência em nossos projetos e consciência dos impactos de nossas decisões!

Por que será que somente 33% dos projetos profissionais e empresariais dão certo? Tenho discutido esta questão nas empresas e estamos buscando observar o que acontece que, por mais que desenhemos metas e objetivos, essa estatística se confirma, seja no produto final esperado, seja na quantidade de horas ou verbas alocadas. Pode até dar certo mas demora mais ou custa mais caro.

Você reconhece isso, certo? E por que nós decidimos desta forma?

Ou você acredita que alguém decide por nós? Ou ainda você chama isso de “normal”? O certo é que adiamos insistentemente a inteligência e o conhecimento necessário fundamental da raiz deste problema, para atuarmos o tempo todo na tal da “entrega” e sim, entregamos, mas a que custo e qualidade?

Obs: aqui custo mesmo , “dinheiro da empresa” nem sempre contabilizado ou contado, mas valem também valem os relacionados à qualidade de sua vida (saúde, relacionamentos, paz interior, alegria…)

E você que está me lendo agora? … Não se sente sempre correndo atrás de algo o tempo todo? Ou como um cãozinho correndo atrás do rabo? Parece que nunca termina a “busca estressante”?  

O mesmo pode acontecer nos resultados das atividades cotidianas e nas atividades diretas com o consumidor – nosso índice de sucesso nas vendas (sempre com “medo da inadimplência” ou aprovando muito pouco perto do possível), manutenção de clientes e na recuperação ainda deixam a desejar.

Raramente unimos estas 3 etapas em um mesmo propósito, continuamos a trata-las em departamentos distintos sem a justa correlação de causa-efeito. Aprovamos de 2 a 35% do que vendemos!  

Quem toma estas decisões? Nós mesmos! Prazer!

Sim , nossas ideias e planejamentos são maravilhosos, mas refletem as necessidades de todos? Refletem o nível de maturidade de todos? Refletem a capacidade de todos de realizá-las?

Qual o nível de consciência estamos falando então? De que tipo de conhecimento precisamos para construirmos soluções de alto impacto? Como fazemos então para DECIDIRMOS  “dizer o não sem culpa e o sim sem medo” (parafraseando Paulo Coelho)? Pois é, falar sobre nossas decisões não é só um grande e profundo prazer para mim mas uma grande oportunidade de trazer reflexões transformadoras e disruptivas para nossa produtividade e eficiência no trabalho.

Ao mesmo tempo que o tema por vezes traz desinteresse total, eu sigo na luta de trazer consciência para isso e ACREDITO de fato que o desinteresse seja por medo de se aprofundar e perceber que temos muito a fazer… e temos mesmo, mas e daí? Não podemos olhar para isso, com coragem e começar em algum momento, “SEM STRESS”?

Saber decidir é a “arte-mãe” e a verdadeira  alavanca para o seu encontro com seus resultados ou como alguns dizem seu sucesso. A decisão habita a cada segundo da nossa vida a cada momento, o simples fato de pensar algo já é, em si, uma decisão. De fato o “penso logo existo” poderia ser “decido logo existo” porque até o fato de viver é uma decisão nossa! Isso quer dizer que nossas decisões sempre serão “acertadas”? Não necessariamente já que que como humanos somos vulneráveis e ignorantes com relação a muito do que existe e acontece. E sempre será assim, sabemos muito pouco da vida, a pesar de achar que sabemos muito. Mas e daí, não podemos conhecer cada dia mais um pouco? E é isso que me provoco a cada dia…o que não estou consciente? O que ainda não conheço e é possível conhecer? Apesar de muitos de nós, não perceber que somos autores de cada momento da nossa vida,  pelo menos no que diz respeito ao como vivemos cada situaçãoque nos é apresentada, isso é um fato e, se observarmos claramente, é exatamente isso que acontece: eu decido como viver cada momento! Essa observação traz um poder incrível de realização e pode até, eu diria, ser a tal chave da felicidade.

Com isso surgem perguntas saudáveis… tais como: 

  • Qual a importância disso para minha empresa?
  • Como transformar toda essa reflexão em prática cotidiana?
  • Que impactos isso terá na minha vida profissional e nos meus resultados?
  • Onde está “escondido” esse desperdício?
  • O que provoca tudo isso?
  • Como conseguir enxergar as barreiras do sucesso no trabalho?
  • O que isso tem a ver com pessoal e profissional?
  • Qual o nível de profundidade eu precisarei entrar para entender isso?
  • Mas como fazer isso acontecer?

Mas a questão fundamental que tem surgido ( e isso é ótimo pq já é a 1ª reflexão) neste momento é: Porque eu deveria priorizar esse tipo de assunto e minha vida quando tanta coisa está rolando por fora?

 Eu diria que simplesmente pelo fato de que mais da metade do que você gostaria de realizar você não consegue realizar. Só isso já seria peso suficiente fator suficiente para você priorizar esse assunto em sua vida. Mesmo que você disse que diga que você é uma pessoa e um profissional de sucesso eu posso afirmar “presunçosamente talvez – perdoe-me por isso” que existem inúmeras oportunidades para você ser verdadeiramente mais feliz e mais pleno de energia , vitalidade e gratidão! Se isso for bom pra você!  E podemos começar pelo trabalho por que não? Não vamos nem entrar em outros desgastes energéticos aqui tipo: relacionamentos familiares, questões com pais e filhos , questões de alimentação,  questões de estresse e ansiedade , violência e angústias do dia dia,  enfim vamos nos poupar um pouco desse dessa parte!

Vamos , por ora,  olhar mais profundamente somente para o seu dia-a-dia no trabalho.

É no trabalho que podemos experiência todo nosso ser em produção e sem tantas interferências do lado “particular”,  porque “pessoal” ambos são. Acontece que quando chegamos no trabalho de uma certa forma achamos que deixamos de lado uma série de questões mal resolvidas “particulares”.  Parece que a gente deixa de se conhecer, de ser quem é,  e passa a ser ou assumir uma nova máscara ou uma personalidade diferente. E por que não? Afinal “estamos no trabalho aqui não tem nada ver com nossa vida pessoal”. Pode até ser verdade que você possa separar a sua vida particular da sua vida profissional isso é uma escolha de cada um, porém você não pode separar você, você não pode se cortar ao meio,  você não pode se despedaçar mesmo que você queira e você não consegue porque somos um indivíduo completo o tempo todo, e quer você queira ou não, o nosso pensar,  o nosso sentir e o nosso agir atuam o tempo todo seja consciente seja inconscientemente.  

Entendo bem que talvez que você acha que o principal conhecimento no trabalho sejam as técnicas, os novos conhecimentos,  as novas ferramentas;  e eu, que sou um profissional desta área financeira há 35 anos e com relativo sucesso profissional, não posso negar a importância disso tudo! Isso tudo parece ser o suficiente, e é disso que falamos o tempo todo…ou não? Precisamos muito deste conhecimento técnico para criar novos negócios e buscar novas oportunidades e crescer e ganhar dinheiro. Mas como expandir isso e abrir espaço para gente realizar ainda mais o propósito humano ? Sim, porque no fim, isso é tudo que importa. Lá no final da linha, sempre,  tudo que queremos é satisfazer as necessidades humanas:  minhas suas de todos e do mundo. E o que é “necessário” para cada um pode gerar aqui mais 1 milhão de palavras então vamos seguir e deixar esta discussão para outro momento. O importante é relembrar que somos um ser único seja onde for e mais ainda, um ser coletivo, ter a coragem de admitir que estamos inteiros onde quer que estejamos!

Só assim poderemos entender e passar a caminhar nesse “caminho do meio”, e tomar  decisões mais conscientes…..mas conscientes do que? De que este caminho exige de nós 2 tipos de conhecimento : o TÉCNICO ( já comentado e alvo de praticamente todos os eventos de mercado) e o COGNITIVO ( apenas começando a ser considerado formalmente como presente no trabalho – mas para quem tem, faz uma grande diferença já há muito tempo). Simplesmente consciência de que precisamos entender que existe um lugar de equilíbrio no meio de tudo que une o conhecimento técnico às ferramentas técnicas a criatividade tecnológica + o conhecimento cognitivo, autoconhecimento, ferramentas  e inteligência cognitivas…uma real e prática tecnologia do funcionamento humano – ou seja como nós humanos tomamos decisões no trabalho!

O que chamo de caminho do meio é exatamente a consciência de que isso jamais esteve separado e que “escondido” causa danos, boicotes, desperdícios e grandes desastres! É a  união desses dois conhecimentos onde esses 2 conhecimento se encontram. E, quando isso acontece,  a decisão se torna mais consciente MINDFUL DECISION.

Quando isso acontece,  sabemos que estamos mais assertivos, eficientes e produtivos, e, se por acaso não der certo, mesmo assim dissemos um não sem culpa ou sim sem medo e estamos felizes por termos feitos o melhor possível como seres humanos! Ao longo desta nova jornada estaremos abordando ambos os conhecimentos: técnico e cognitivo!

 Obrigado!

Fernando Manfio

Eu Acredito.

Fernando Manfio

Fonte:  para Linkedin em 06.11.2018

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E, por favor , enviem suas dúvidas, comentários e questões para o email: fernandomanfio@goon.consulting!

2018-12-27T12:59:54-03:0013/12/2018|Crédito&Cobrança, Gestão|Nenhum Comentário
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