Não foi o 2018 planejado para o setor de crédito / No fue el 2018 planificado para el sector crediticio

Estamos em época de balanços, de reflexões e, já finalizando o ano, queria escrever algumas linhas para resumir o que aconteceu e ver se temos possibilidades para refletir sobre o que pode vir. Este é o trabalho dos que lideram o dia a dia da empresa, no meu caso, da Recupero Creditício, empresa dedicada a cobranças extrajudiciais e judiciais.

2018 iniciou-se com muitas expectativas: os pressupostos foram feitos à luz dos “brotos verdes”, mencionados que estavam crescendo na economia e continuariam a crescer. Perspectivas de queda da inflação, fizeram as empresas se prepararem para uma decolagem que, ao final, não aconteceu.

Continuando com a metáfora aérea, em 2018 só puderam decolar muito poucos daqueles que se prepararam, outros seguiram taxiando, há aqueles que encurtaram a pista e aqueles que permaneceram parados.

Estamos en época de balances, de reflexiones, ya finalizando el año, quería escribir algunas líneas para resumir lo que pasó y ver si tenemos posibilidades de reflexionar sobre loque puede venir. Este es el trabajo de los que lideramos el día a día de una compañía, en mi caso, de Recupero Crediticio, empresa dedicada a las cobranzas extrajudiciales y judiciales

2018, comenzó con toda la expectativa, los presupuestos se hicieron a la luz de los brotes verdes que se mencionaban en la economía iban creciendo y que seguirían creciendo. Perspectivas de una inflación descendente, hicieron que las empresas se preparan para un despegue que finalmente no sucedió.

Si seguimos con la metáfora aérea, el 2018 sólo pudieron despegar muy pocos de los que se prepararon, otros siguieron carreteando, están los que se les cortó la pista y los que quedaron sin poder avanzar.

Argentina: 
Taxas de juros / Tasas de referencias

Durante este ano a Argentina permaneceu no modo “Financeiro”, com taxas de referência levando todas as luzes (chegamos a 73,52%), sendo utilizadas como a única ferramenta de controle para mitigar uma economia descontrolada ante os saltos do dólar, que começou o ano em $18,41 e chegou a $ 41,87 (28/09), e uma inflação que encerrará o ano muito próxima de 50%.

Sim, 2018 passou com os olhos no trabalho da área de cobrança, tentando estar perto do cliente, potencializando as ferramentas, repensando estratégias, buscando manter os níveis esperados. Mas o que aconteceu? Poder de compra foi destruído (tem uma perda acumulada de 17%), perdeu mais 110.000 postos de trabalho, fazendo a taxa de desemprego ir a 9,6 %, a pobreza cresceu 33,6%. Creio que não preciso explicar que a combinação de tantos reveses financeiros abalou muitas empresas em diferentes setores da economia.

Durante este año, la Argentina ha permanecido en modo “Financiero”, siendo las tasas de referencias las que se llevaron todas las luces (llegamos a un 73,52%), las que se utilizaron como única herramienta de control para mitigar una economía desbocada, ante los saltos del dólar que arrancaron el año en $.18,41 y llegamos a los $.41,87( 28/09) y una inflación con la que estaremos cerrando el año muy cerquita de 50%.

Sí, el 2018 pasó con los ojos en el trabajo del área de cobranza, tratar de estar muy cerca del cliente, potenciar las herramientas, replantear las estrategias, buscando mantener los niveles esperados. Pero qué pasó? El poder adquisitivo se destruyó (lleva un acumulado de pérdida del 17%), se perdieron más 110.000 fuentes de trabajo llevando la tasa de desempleo al 9,6%, la pobreza creció al 33,6%.  Creo que no hace falta explicar que la combinación de tantos descalabros financieros hicieron tambalear a muchas empresas y de distintos sectores de la economía.

Uma das muitas análises que realizamos para entender o comportamento de pagamento dos devedores, é tomar a dívida média deuma determinada carteira, em determinado mês do ano (2017 vs. 2018), comparando-o com o ticket médio do pagamento obtido no mesmo período (2017 vs. 2018).  Com isso, vimos que a dívida cresceu em média 40% (muito semelhante a inflação) e o ticket médio de pagamento cresceu apenas 15%.  Isso explica, em parte, o que está acontecendo.

Por outro lado, as carteiras não têm crescido (menor colocação de empréstimos) e a inadimplência aumentou.

Enquanto os níveis de inflação seguem nas nuvens, altas taxas estarão acompanhando-os; o problema que vemos é a combinação letal de inflação (altíssima) e a desaceleração brusca da economia. Um ano de eleição chave para o partido no poder, coloca-os a ter que dar uma solução para a questão econômica, pois os eleitores escolhem com o bolso.

Custo a acreditar que o ano que vem poderá ser muito diferente (que é o que precisamos); qualquer correção para baixo, será uma boa notícia, mas não vai colocar-nos em onde deveríamos estar. As correções tentadas durante 2016 e 2017, foram perdidas durante 2018. Não vislumbramos um 2019 que resolva os problemas da Argentina, aqueles problemas para os quais você elegeu este governo: inflação, pressão tributária, reforma trabalhista, déficit fiscal.

As expectativas da macroeconomia indicam um 2019 em recessão, com a inflação embora em baixa, muito alta ainda (espera-se que seja acima de 25%), um dólar em média a $. 50. E uma taxa de referência na ordem de 35 %. Tudo se os planos para esfriar a economia, o conseguirem.

A paridade será entre recuperar o poder de compra perdido, num contexto de baixas vendas (recessão), e em 2019 continuará sendo discutindo a maneira de manter as fontes de trabalho. Que, sem qualquer estímulo para a geração e a proteção dos já existentes, a tendência continuará sendo de um cenário de aumento do desemprego.

O crédito é um elemento dinâmico, que é necessário para manter-se em tempos de crise e crescer em tempos de bonança. Agora quando a atividade económica está parada durante tanto tempo (como está acontecendo agora), e a isso adicionam-se taxas de referência nas alturas, endividar-se é um perigo. E é um perigo não só para quem pede um empréstimo, mas também para quem tem a possibilidade de dar.

Os pequenos e médios empresários, os comerciantes, os agronegócios, são os que dinamizam a economia Argentina, são os geradores de trabalho genuíno, se encontram num momento muito difícil, confrontando seus empregados que precisam recuperar o seu poder aquisitivo e um governo ocupado em arrecadar para fechar as contas. O sócio estado não descansa, participa do bem e do mal mas ainda exige o mesmo nível de contribuição.

Uno de los tantos análisis que realizamos para entender el comportamiento de pago de los deudores, tomamos el promedio de deuda de determinada cartera, de determinado mes del año (2017 vs 2018) y confrontarlo con el ticket promedio de pago obtenido en el mismo periodo (2017vs 2018). Eso arrojo, que las deudas en promedio crecieron un 40% (muy parecidoa la inflación) y el ticket promedio de pago sólo creció un 15%. de esta manera se explica en parte lo que está sucediendo.

Por otro lado las carteras no han crecido (menor colocación de créditos) y la morosidad se ha visto acrecentada.

Mientras estos niveles de inflación sigan por las nubes, las altas tasas las estarán acompañando, el problema que observamos es la letal combinación entre inflación (altísima) y desaceleración brusca de la economía. Año electoral clave para el oficialismo, los pone atener que dar una solución al tema económico, los electores eligen con el bolsillo.

Me cuesta creer que el año que viene resulte ser muy diferente (que es lo que necesitamos);  cualquier corrección hacia abajo, será una buena noticia, pero no nos pondrá en donde deberíamos estar.  Las correcciones intentadas durante 2016 y 2017, fueron pérdidas durante el 2018. No avizoramos un 2019, que resuelva los problemas de la Argentina, esos problemas para los cuales eligieron a este gobierno; Inflación, presión impositiva, reforma laboral, déficit fiscal.

Las expectativas de la macroeconomía, nos señalan un 2019 en recesión, con una inflación si bien a la baja, muy alta aún (se espera que sea por arriba del 25%), un dólar en promedio a $.50. Y una tasa de referencia en el orden del 35%. Todo si los planes de enfriar la economía, lo consiguen.

Las paritarias, serán las que deberán recuperar el poder adquisitivo perdido, en un contexto de baja ventas(recesión) en 2019 se seguirá discutiendo la manera de mantener las fuentes de trabajo. Que sin que exista estímulo para la generación y protección de los ya existentes, la tendencia seguirá dirigiéndo se a un escenario de mayor desempleo.

El crédito es un elemento dinamizador, que se necesita para mantenerse en tiempos de crisis y para crecer en tiempos de bonanzas. Ahora cuando la actividad económica hace un párate durante tanto tiempo (como nos está pasando ahora), y a eso le agregas tasas de referencia por los aires, endeudarse es un peligro. Y es un peligro no sólo para el que pide un préstamo, sino también para el que tiene posibilidad de dar.

Los medianos y pequeños industriales, los comerciantes, los agronegocios, son los que dinamisan la economía en la Argentina, son los generadores de trabajo genuino, se encuentranen un momento muy complicado enfrentados a sus empleados que necesitan recuperar su poder adquisitivo y un gobierno ocupado en recaudar para cerrarlas cuentas. El socio estado no descansa, participa en las buenas y en las malas sigue exigiendo el mismo nivel de aporte.

Fonte: por Raul Ostengo*, para CollBusiness News em 20.12.2018.

*Socio & Founder OSTENGO/ABOGADOS |Recupero Crediticio by Ostengo

Nota da Curadoria: observem que substituido-se as referências argentinas pelas brasileiras (tais como inflação, taxa de juros, perda do poder de compra, desemprego, entre outros) o artigo aplica-se perfeitamente a realidade  brasileira. A diferença que, no Brasil, há uma crescente expectativa pelo comportamento do governo que assume em janeiro de 2019 e a Argentina ainda tem quase um ano para tentar resolver seus problemas economicos com o atual governo. 

La nota de la Curaduría: observen que se sustituyen las referencias argentinas por las brasileñas (como inflación, tasa de interés, pérdida del poder adquisitivo, desempleo, entre otros) el artículo se aplica perfectamente a la realidad brasileña. La diferencia que, en Brasil, hay una creciente expectativa por el comportamiento del gobierno que asume en enero de 2019 y Argentina aún tiene casi un año para intentar resolver sus problemas económicos con el actual gobierno.

2019-02-12T20:04:15-03:0020/12/2018|Crédito&Cobrança|Nenhum Comentário
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