Em dois anos, Nexoos empresta R$ 8,3 milhões para empresas de tecnologia

Volume representa pouco mais de 10% dos R$ 80 milhões em financiamentos promovidos pela fintech

INVESTIMENTO porquinho

Ter crédito rápido e a um preço justo é um pleito provavelmente unanime entre as pequenas e médias empresas nacionais. Não à toa, a fintech Nexoos financiou nada menos que R$ 80 milhões em projetos ao longo dos últimos dois anos. Deste total, cerca de R$ 8,3 milhões foram para empresas de tecnologia da informação. Até o fim do próximo ano, a meta da Nexoos, que trouxe para o Brasil o modelo “peer to peer lending”, é chegar em R$ 1 bilhão em volume negociado.

Fundada por Daniel Gomes, Nicolás Arrelaga e Murilo Bassora, que se conheceram durante um mestrado em Londres, a Nexoos conecta, por meio de uma plataforma, empresas que precisam de financiamento a pessoas que dispõem de liquidez e buscam melhores retornos para seus investimentos. A promessa é oferecer alternativas de financiamento com taxas até 70% inferiores a dos bancos.

Outro dado interessante da Nexoos sobre o destino dos recursos é relação ao alto volume de crédito tomado para ser aplicado na expansão dos negócios. Na fatia de empresas de tecnologia, 43% dos financiamentos foram destinados ao crescimento das empresas. “Os nossos dados mostram que tomar um financiamento não é para pagar dívida, como muitas vezes imaginam as pessoas. O crédito auxilia no ganho de musculatura para que haja a companhia avance”, disse Arrelada.

O prazo dos empréstimos é, em 72% dos casos, de 24 meses e 70% dos clientes no ramo de tecnologia da informação estão em São Paulo seguido por 10% no Rio, de acordo com o raio-x dos tomadores de crédito feito pela Nexoos.

A ideia de abrir a empresa no Brasil surgiu em um hackathon – que no jargão de tecnologia equivale a uma maratona de programação -, e ganhou corpo com o reconhecimento de uma premiação promovida pela University College London, universidade que figura entre as melhores do mundo. O prêmio, além de servir para validar a tese dos fundadores, foi usado como capital inicial para estruturação da empresa.

Fonte: por redação da Start Se, em 19.09.2018

2019-02-21T18:41:15-03:0021/02/2019|Crédito&Cobrança|Nenhum Comentário
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