O Restauro da Cidadania

Temos a cidadania como sendo o conjunto de direitos e deveres que uma pessoa tem perante o Estado e a Sociedade.

Por outro lado, para o exercício pleno da Cidadania pressupõe-se que o cidadão esteja no pleno gozo de suas faculdades, usufruindo de boa saúde física e mental, mas esteja ,também, com sua saúde e bem estar financeiros em dia, vale dizer não esteja inadimplente com suas obrigações pecuniárias; situação de fragilidade, cuja permanência por um longo espaço de tempo, sem uma solução à vista, certamente deixará sequelas na saúde física e mental das pessoas, comprometendo seriamente até o pleno exercício de sua cidadania.

Urge, pois, que uma solução, que satisfaça ambas as partes, cidadãos devedores e seus respectivos credores; credores estes os quais, compreendendo que a maioria de seus clientes com suas obrigações em atraso, não estão nesta situação por querer, agindo de má fé.

Os motivos que geram a inadimplência das pessoas de direito privado, são os mais diversos, encontradas suas explicações tanto na micro, como na macroeconomia.

Os credores representados pelas empresas comerciais e industriais, em sua grande maioria, não têm a cultura da terceirização da atividade de recuperação de seus créditos, fazendo-a amadoristicamente e com isto comprometendo seriamente os respectivos resultados.

Ao contrário, as instituições financeiras, por exitosa experiência já tradicionalmente comprovada, entregam seus recebíveis a empresas de recuperação de crédito, porque este é o seu core business, atentos à expressão popular, “cada macaco no seu galho”, ou dizendo-se o mesmo porém, agora, de um modo mais sofisticado: “tien toi on ton sujet“.

O Instituto da Mediação, já institucionalizado em seu respectivo instrumento legal, prevê que se tente ao máximo chegar a um concerto, mediante a   conciliação dos interesses e direitos em jogo.

É o que fazem as empresas de recuperação de ativos financeiros, embora não ajam como mediadores, na plena acepção legal do termo, mas, na representação de seus respectivos clientes, credores, procuram conciliar ao máximo, negociando, exaustivamente, com os devedores de seus clientes, até chegar a uma solução final.

E é o que importa, pois, sem saúde financeira, você não será feliz e, por via de consequência, nem um bom cidadão você conseguirá ser.

Fonte: por Prof. Dr. Luiz Felizardo Barroso – PhD*, para CollBusiness News, em 19.06.2018.

*Presidente da COBRART – Gestão de Ativos; Titular da  Advocacia Felizardo Barroso & Associados. 

 

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