O Risco nosso de cada dia

Faz sentido insistir que o mercado de crédito continuará crescendo no País. Cada vez mais competitivos, os produtos e serviços apresentarão um preço final ao Consumidor, sempre menor.

Daí que o dilema da comunidade de crédito continuará presente: como conceder crédito de forma barata, com controle do nível de perdas creditícias e, ao mesmo tempo, aumentar o potencial de venda de outros produtos de forma a maximizar o resultado por cliente.

Viveremos também, inevitavelmente,  em algum momento, uma diminuição do spread. Esse quadro continuará impondo a necessidade de melhorias em todos os Pilares de Risco.

O desafio atual é perceber que essa ciência/arte é desenhada para o futuro. Utiliza-se do passado como qualquer outra ciência behaviorista, mas a decisão nossa de cada dia estabelece como será o amanhã.

Insisto que Crédito é a ciência e a arte de dizer sim.

Quando não se aceita uma proposta ou quando se inicia um processo de cobrança ativa, devemos sempre nos orientar para a Estratégia definida pela Organização e certificarmo-nos de que:

Ø  a Perda de Crédito projetada para o futuro está dentro daquilo que foi desenhado;

Ø  o nível de aprovação das novas propostas creditícias nos dará uma boa margem de segurança de que a performance futura da carteira esteja dentro dos parâmetros de lucratividade estabelecido;

Ø  as políticas de crédito e cobrança estão aderentes ao futuro próximo no que se refere às questões macro-econômicas.

Para fazer face a esses desafios, os executivos brasileiros contam com muita ajuda dentro de suas organizações, tecnologias que evoluem a cada dia, bons treinamentos externos, mas muito pouca literatura especializada.

Por isso, recebo esse livro com muita felicidade! Ao folheá-lo, pude perceber sua importância para mim tanto no campo profissional quanto no pessoal.

Profissionalmente porque entendo que cobre uma lacuna que assunto possa produzir os resultados esperados.

No lado pessoal trouxe duas constatações. A primeira delas – o crédito massificado é um presente.

Como brasileiro, alegra-me o fato de que estamos buscando alternativas para o crescimento de nossa economia (apesar de tudo o que está acontecendo hoje) com mais troca de informação.

 

Tempo de crescer e evoluir. Já passamos da fase de revolucionar. O País e o povo estão prontos para progredir. Para tanto, nada pode substituir a disposição de compreender o diferente, o “outro lado” da equação.

Esse livro nos convida a isso. Entendamos, pois, como construir, com controle e qualidade, alicerces sólidos.

Os próximos capítulos mostram como construir tais alicerces.

Maior a quantidade de profissionais aptos a entender isso, maior o círculo virtuoso.

Perceberão aqueles que se lançarem taxas de aprovação bem como peculiaridades do mercado-alvo (segmentos sócio-econômicos, região de atuação, entre outros) devem sempre estar presentes no processo de formulação de uma política de crédito.

O livro não pretende esgotar toda a riqueza dessas demandas. Didaticamente busca assegurar que os cuidados necessários para a manutenção de uma carteira de crédito saudável tenham sofrido o escrutínio dos princípios nele descritos.

Esse livro – quase um Manual – continua totalmente atualizado como literatura especializada e deve ser utilizado nos treinamentos internos do quadro de funcionários que estejam vinculados com Negócios de Crédito. Não tão somente aqueles de uma área específica de crédito.

Leiam-no, não só para aprender coisas dele, mas como o instrumento de reflexão que pode ser.

Para aqueles que abraçam os conceitos descritos nesse livro, um amanhã mais claro e com menos névoas.

Boa leitura!

Por Fernando Manfio, para CollBusinessNews 29.08.2017

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