Pais e tutores: o que de efetivo pode ser feito em prol dos seus filhos e tutelados em 2019?

A série #BigIdeas2019 do Linkedin trouxe um animador convite de sua equipe editorial para a publicação de um artigo. Inclusive deixaram como inspiração, “30 Grandes Ideias para 2019: os temas para ficar de olho no próximo ano”.

Resolvi separar doze destes “insights” com impacto nos temas Treinamento & Desenvolvimento / Educação, para refletir com você:

1. A Geração Z estará ainda mais em evidência

Já se detecta a tendência de que Geração Z já avança para superar em quantidade os Millennials. Estes nascidos depois de 2001 serão cerca de um terço da população do planeta e um quinto de seus trabalhadores: com energia e conhecimentos tecnológicos já revolucionam e continuarão a transformar o jeito de pensar e agir no trabalho.

Treinamentos e escolas no modelo tradicional? Esqueça! Claro que o conteúdo sempre será a chave, mas um formato atraente é fundamental para eles. Mais imagens, ao invés de palavras; mais movimento em vez de do que é estático; mais interação do que pura reflexão…

Sugestão: escolha cursos e/ou escolas que permitam um “test-drive” para um investimento com retorno mais certeiro…

2. A Economia deve desacelerar

A maior parte dos economistas e pensadores somente está dividida sobre o momento em que isso ocorrerá, mas concordam sobre uma futura onda de retração econômica. Um nível de desigualdade social e econômica que se acirra, uma força de trabalho pouco adaptada às rápidas mudanças tecnológicas, a instabilidade política e a enorme carga de endividamento dos governos, corporações e indivíduos agravam os potenciais efeitos desta onda.

No contexto dos indivíduos resta, além de das medidas paliativas como corte de gastos e maior seletividade nos investimentos, se prepararem para surfar nas ondas das inevitáveis mudanças, dedicando tempo ao aprendizado e à prática dos novos skills em suas jornadas de trabalho.

3. As empresas se preparam para o próximo ciclo recessivo
4. Aprender já não basta; os profissionais devem se concentrar em realizar

 “A única coisa que você pode controlar é o que você mesmo faz”, afirma a ideóloga em gestão Whitney Johnson . Além das múltiplas ofertas no ensino presencial e a inundação de opções no aprendizado online, alguma pessoas estão mental e psicologicamente exaustas.

O que se pode fazer com todo esse capital intelectual adquirido nos últimos tempos? A mesma autora afirma que a próxima tendência seria colocar foco na melhoria do comportamento, e não apenas no acumular de conhecimento, aplicando tais lições ao trabalho e à vida pessoal.

Uma possibilidade é o engajamento no intra empreendedorismo, oportunidade que algumas empresas dão aos seus colaboradores que liderem iniciativas de inovação e que novos e diferentes resultados possam ser alcançados.

5. A Inteligência Artificial (IA) já está em todas as áreas

Cada vez mais, setor após setor, as pessoas e as empresas estão expostas a IA desde na área de Recrutamento & Seleção até nas campanhas políticas.

Segundo Sharon O’Dea, uma das top voices do LinkedIn, 2018 foi o ano de maior entusiasmo com a IA, e se está diante de um ponto de inflexão em que essas tecnologias estão sendo incorporadas com maior intensidade nas ferramentas do dia-a-dia, muitas vezes de maneira invisível, e aí, causando um grande impacto.

Também no setor de Treinamento e Educação, a IA já ocupa um espaço considerável, mas ainda há espaço para a criação de Programas de Estudo personalizados, com a presença de um professor virtual que identifica as potencialidades e os GAP’s dos alunos e vai adaptando os conteúdos e exercícios ao perfil e desempenho individual.

6. As empresas seguem abrindo espaço para a neurodiversidade

A neurodiversidade trata da inclusão de pessoas com os mais variado perfil de habilidades e de estilo de cognição, desde o Transtorno de Déficit de Atenção (TDAH), a Dislexia como também indivíduos no amplo espectro do Autismo. Na década de 90 houve uma grande mudança, pois com diagnósticos vistos anteriormente como patologias se converteram em diferenças às quais a sociedade deve se adaptar, em especial no campo do trabalho.

O mercado de ensino e as empresas já detectaram esta onda e já oferecem ferramentas, cursos, técnicas e treinamentos adequados para acelerar o processo de inclusão sem deixar de forma praticamente nenhum grupo humano.

7. Os negócios online podem enfrentar dificuldade diante da onda de proteção à privacidade e outros serviços de segurança disponíveis

Mais e mais pessoas vão instalar e usar bloqueadores de anúncios, recusar a participação em pesquisas e desativar rastros digitais, como os cookies. Já havia várias opções de ferramentas para tal e 2019 deve trazer um aporte ainda maior.

No campo ainda restante dos potenciais clientes que ainda não se isolaram, capacitação para os profissionais aproveitarem o campo ainda semeável deverá ser um terreno fértil.

Em especial no Brasil, há também espaço para consultoria e treinamento no esteio do PLC 53/2018 que foi sancionado pela presidência da República no final de 2018, que garante maior controle dos cidadãos sobre suas informações pessoais: exige consentimento explícito para coleta e uso dos dados, tanto pelo poder público quanto pela iniciativa privada, e obriga a oferta de opções para o usuário visualizar, corrigir e excluir esses dados.

8. As habilidades e valores do “falho” Ser Humano serão cada vez mais demandadas

Se os robôs tomarem quase todos os nossos empregos, o que ainda restaria aos seres humanos? Exatamente isso, a essência humanidade.

A criatividade e as competências interpessoais já se apresentam cada vez mais relevantes para as carreiras, pois elas não podem ser automatizadas, ao menos em médio prazo. Estudo recente do LinkedIn mostra que as maiores diferenças entre o que os empregadores procuram e o que os trabalhadores oferecem ainda estão relacionadas às habilidades sociais: a comunicação oral está no topo do estudo Emerging Jobs, seguido bem proximamente por gestão de pessoas, gestão do tempo e liderança.

Para os contratantes se apresenta o desafio de cuidar de seus colaboradores no seu todo humano, e não apenas como cumpridores de tarefas, segundo Susan Cain, CEO da Quiet Revolution.

Aumenta a preocupação com uma maior qualidade na criação dos filhos, a capacidade de tratar conflitos conjugais, o trabalhar das emoções negativas ou mesmo o aumento da intensidade e do alcance da criatividade. Campo para os ofertantes de treinamentos, palestras e workshops e grande foco de atenção para os indivíduos.

9. Os “pequenos” deverão se unir
10. Será ser mais difícil gerir em um mundo em que a individualidade vem antes de tudo

Neste contexto é um imenso desafio congregar esforços para levar a cabo os empreendimentos que trazem saltos significativos para as populações e comunidades, já que estamos em um mundo em que a individualidade é colocada acima de tudo, não somente no âmbito das nações, mas também no contexto dos líderes e das empresas, como pontua Stan McChrystal, CEO do Grupo McChrystal.

As lideranças devem tomar decisões com um alcance mais amplo, considerando o potencial e as restrições das interdependências.

O ponto crítico é que instituições, escolas e os treinamentos não podem mudar os paradigmas de maior profundidade: cabe a nós pais, avós ou tutores, pelo exemplo e pelo discurso trazer esta reflexão para crianças e jovens.

11. O ambiente interno e externo às organizações e todas as suas complexas inter-relações tem sido levados em conta quando estas selecionam e contratam seus colaboradores

Sanyin Siang, professor de engenharia da Universidade de Duke aponta que o pensamento linear tradicional, em que tudo é previsível, está sendo substituído por uma mentalidade de ecossistema. Ele afirma que as pessoas deveriam considerar os efeitos de segunda, terceira e quarta ordem de suas ações e políticas, além dos menos efeitos imediatos de primeira ordem, que são de mais fácil previsão ou estimativa.

Assim, a forma como as empresas contratam deve ser reformulada, pois procuram competências que impulsionam o sucesso e o bem-estar da empresa de maneiras delicadas e, muitas vezes, de difícil mensuração. Na prática, estão sendo valorizadas pessoas que são ótimas mentoras, questionadoras ou que são hábeis formadoras de equipes.

Mais um leque de oportunidades surge neste contexto, a de empresas e profissionais que trazem à tona as habilidades sociais de aconselhamento e aglutinação e apoiam os indivíduos a desenvolvê-las e moldá-las.

12. As pessoas assistem cada vez menos TV na medida em que passam mais tempo online

Diante desta realidade, algumas plataformas lançam reality shows, transmitem festivais de música ou criam programas para plataformas de streaming. Desta forma acabam surgindo profissões, e com elas, novas habilidades são requeridas: mais espaço para produção de conteúdo relevante também em treinamentos, eventos e palestras.

O ano novo já inicia com várias tendências que convidam a serem seguidas de perto por você. Com diálogo, senso de oportunidade e alguma insistência, você poderá inspirar e influir nas escolhas dos seus filhos, netos ou tutorados para que eles se preparem para enfrentar estas inevitáveis frentes de mudança.

Por sua vez, estas sendo adequadamente assimiladas, impulsionarão planejamento e ações para remar a favor dos seus maiores anseios ou mitigar seus maiores temores. Uma jornada produtiva e frutuosa também neste novo ano.

Fonte: por prof. Marcos Fattibene, para Linkedin em 31.12.2018

2019-01-11T10:10:19-03:0008/01/2019|Capital Humano|Nenhum Comentário
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