Porque as Empresas precisam planejar

De forma simples, as empresas precisam porque Planejamento Estratégico é uma ferramenta que auxilia os gestores de uma empresa a pensarem no longo prazo da organização. Trata-se de desenvolver um projeto consistente de forma a garantir a continuidade da instituição de forma sustentável e permanente.

Planejar não se trata apenas de listar as atividades de rotina, tais como organizar, dirigir e controlar a produção; é preciso aplicar conceitos que devem fazer parte da cultura da empresa de forma a permitir sua continuidade. Nem sempre o conceito da cultura da empresa está definido pois seu fundador imaginou que a identidade de seu negócio estava ligada diretamente ao que se produzia. No entanto, é preciso ampliar o horizonte de seu negócio para manter a empresa viva.

Com este objetivo, de manter a empresa no mercado de forma sustentável, a organização e todos que trabalham nela devem se comprometer para solidificar sua cultura e melhorar seus processos, aumentando a produtividade e garantindo a existência da empresa ao longo do tempo. É preciso que todos se envolvam e se comprometam com o projeto.

Nesse momento, o gestor verifica que para manter seu negócio vivo, precisa se estruturar e solidificar diversos conceitos e práticas, por vezes mudando seus hábitos, pensamentos e atitudes.

Para o planejamento funcionar, existem alguns passos fundamentais:

 

  1. Definição da MISSÃO, VISÃO e VALORES:

Por que a empresa existe?

Onde ela quer chegar?

Como ela chegará lá?

 

  1. OBJETIVOS: Medindo a empresa e seu crescimento

Metas e Indicadores.

 

  1. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO:

Análise.

Apresentação.

Execução, acompanhamento e correção.

Após uma criteriosa análise da situação do negócio/empresa/organização é possível aplicar técnicas de bom gerenciamento. Dentro de várias técnicas de gestão, podemos aplicar o conceito de Governança Corporativa, que nada mais é que um sistema de gestão que busca a eficiência econômica com ênfase no bem-estar da organização. Neste conceito destaco o método Triplo Hélice, que possui foco em UNIVERSIDADE, GOVERNO e EMPRESA.

* “Triple Helice”’ foi um termo cunhado nos anos noventa após a observação de como o MIT (Massachussetts Institute of Techonolgy) interage com seu meio, com o Instituto fornecendo mão de obra qualificada e muito bem capacitada e interagindo com as empresas de tecnologia do entorno (grandes absorvedores do conhecimento gerado) e com o Governo com leis que estimulam e fomentam a livre iniciativa e a troca de conhecimento. De teoria a modelo, a metáfora de Triplo Hélice é aplicada em gestão em todos os campos de atuação e remete ao conceito de inovação.

 

Para as empresas do mercado de Crédito e Cobrança, onde o sucesso está diretamente influenciado pela situação econômica, utilizar algo que remete a Inovação é um paradigma. Ainda sob a ótica deste mercado, observa-se que as empresas de crédito utilizam mais tecnologia que a maioria das de cobrança; com isso conseguem decidir para quem dará crédito e quanto de forma muito rápida. Já as de cobrança tradicionalmente projetam seu resultado pelo número de PAs, com profissionais que, no geral, tem uma remuneração baixa, com grande turn over e estão mal preparados para a função; o investimento em tecnologia é baixo comparado ao alto custo de operação; inovar nestes casos, é fazer investimento em tecnologia de ponta e em capacitação de profissionais capazes de utiliza-la.

Com base na utilização de Governança Corporativa, criam-se mecanismos de gestão e de exceção, de forma com que um quadro negativo se reverta.  Esses mecanismos passam a conduzir o empreendimento, escolhem novos parceiros e firmam acordos de participação (interna e externa). Forma-se um novo organismo por meio da por meio de sua missão e visão e de objetivos, unificadores, que se materializam e evoluem pela aprovação e execução de Projetos Estruturantes (de tecnologia, de aperfeiçoamento, de capacitação, entre outros) de interesse da empresa.

Espera-se que com estes projetos, todos se envolvam e se alinhem em torno dos objetivos e metas desejados, que podem ser desde um objetivo intangível, como ser a melhor empresa do mercado, ou recursos tangíveis tais como gerar recursos excedentes, maior produtividade, menor custo, dentre outros. Lembrando sempre que a meta tem que ser factível de ser realizada.

Eficiência interna: faz o melhor uso dos recursos existentes (processos, recursos humanos e financeiros).

 

Eficácia externa: produz efeitos relevantes para a sociedade (missão, serviços e produtos).

 

Finalmente, uma vantagem que se oferece ao debate sobre a utilização de recursos gerados por essa releitura da empresa: que migrem também para trabalhos de interesse de forma a contribuírem para o crescimento sustentável. Isso quer dizer que os (novos) recursos gerados serão aplicados na rede criada (interna e externa), mudando os paradigmas e contribuindo para o desenvolvimento da organização.

No fim das contas, planejar nada mais é que buscar transformar um cenário, seja o do posicionamento da empresa, da imagem, de utilização no ponto ótimo dos recursos financeiros. O empresário pode não estar tendo prejuízo, mas pode estar deixando de aproveitar todo potencial que seu negócio pode ter.

Alinhe sua empresa e obtenha dela tudo que puder. Faça seu planejamento.

Joseane Malize Pacheco

Administradora de Empresas

Especialista em Planejamento Estratégico e Capacitação Empresarial

Diretora da CollBusiness News e Diretora da 2J Consultoria

Membro do IBPDICC

2017-12-09T08:10:38-03:0015/11/2017|Gestão|Nenhum Comentário
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