Qual o meu Propósito?

Perguntas e reflexões de alguém que começou a rodear seu propósito!

Temos discutido muito em nossas avaliações de projetos na GoOn o tema “Propósito”. O Fórum GoOn 2018 trouxe como tema “A Inteligência Humana em um Mundo Digital”, que traz o ser humano como responsável por fazer o digital acontecer. Fernando Manfio, em sua palestra de abertura, nos mostrou o quanto é o momento de buscarmos este propósito.

Mas buscar o seu propósito, entender o porquê nos motivamos, o porquê agimos e causamos impactos, não é uma tarefa fácil.

Além disso, acabamos por pensar que temos propósitos distintos em cada segmento de nossas vidas. Porém nosso propósito é único, o que nos move no trabalho é o mesmo que nos move em uma roda de amigos, com seus familiares e a cada ato em nossas vidas.

Ainda estou engatinhando no assunto e pretendo estudar muito mais a respeito, pois depois de 46 anos de caminhada, percebi que no fundo não sabia o que efetivamente estava fazendo por aqui.

Minha vida sempre foi um conjunto de sensações e uma busca por satisfação. Tudo que fiz e faço preciso ter paixão. Comentei com minha esposa este final de semana que a vida comigo tem que sempre ser “com emoção”. Sabe o passeio de bugre em Natal? Sem dúvida nenhuma tem que ser com emoção; se não for assim, não tem graça!

Mas viver apenas para você mesmo, viver apenas para satisfazer suas necessidades parece um tanto egoísta, e, porque não dizer, vazio.

No começo deste processo de busca do propósito, esta reflexão é trazida à tona.

Pergunte, por exemplo, qual meu propósito no trabalho?

Vou listar algumas respostas que eu pensei:

– Ter sucesso?

– Ser reconhecido?

– Crescer?

– Ganhar dinheiro?

Mas afinal, seja estas uma de suas respostas ou não, pergunto:

Mas pra que? Pra quem?

Será que quando respondo a pergunta estou sendo honesto comigo mesmo, ou no fundo estou buscando me sentir confortável, me iludir com a minha verdade?

O politicamente correto é bonito, ser economicamente sustentável está na moda, se preocupar com o meio ambiente é bem visto pela maioria.

Mas de novo. Pra que?

Percebi que me faz bem mostrar felicidade, mostrar disposição, mostrar alegria e mostrar que por maiores que sejam minhas adversidades, eu sou feliz.

E ser feliz, transbordar alegria pode contagiar pessoas. E este contágio faz com que as pessoas mostrem felicidade e contagiem outras pessoas.

Mas é indiscutível que quando sinto este efeito, causa um efeito de satisfação em mim mesmo.

Seria isto, então, no fundo uma forma de justificarmos a nossa felicidade?

Quem nunca se sentiu culpado por ser feliz? Se sentiu incomodado com uma conquista? E, às vezes, passamos por momentos assim pois acreditamos que precisamos “pagar” um preço para ser feliz.

Aí que está. Estamos aqui neste mundo cheio de desafios, e SIM temos o direito de ser feliz. Podemos curtir momentos de felicidades e precisamos nos perguntar se certas atitudes são justificáveis e se estas estão aliadas ao propósito e principalmente se estamos sendo sinceros conosco.

Por exemplo, na atividade consultoria fazemos trabalhos diversos, um de nossos carros chefes é o diagnóstico. Nestes projetos o principal objetivo é entender o processo X (‘as is’) identificando GAP’s e a partir deste traçar um plano de ação (‘to be’).

Muitas vezes encontramos cenários em que entendemos oportunidades, entendemos espaços e sempre procuramos deixar claro que se uma coisa não foi feita é porque existiu uma história, algo que de um jeito ou de outro fez com que chegássemos até os dias atuais daquela forma.

Acontece que se faz necessário estarmos sempre alinhados com o cliente. Com que caminho estaremos seguindo.

A questão é que quando começamos um projeto, faz-se necessário entender qual o propósito do trabalho. Qual a proposta de um diagnóstico? O que queremos ao fim do trabalho?

Validar meu processo? Entender se já faço aquilo que é necessário? Entender se ainda existem oportunidades?

Seja lá o que buscamos é sempre importante questionarmos o porquê. Qual o propósito?

E questionando o propósito, tenho a certeza que a caminhada fica mais clara, mais justa, mais segura.

E você está pronto pra começar a entender qual seu papel aqui na Terra? Então vamos à pergunta que deve fazer parte de sua existência daqui pra frente:

Afinal, qual é o seu propósito?

Vamos encontrar este caminho juntos?

 

Um grande abraço,

 

Eduardo Tambellini

 

Fonte: publicado em 11.06.2018 em seu blog Tabelando com Tambellini.

 

2018-06-26T14:48:41-03:0026/06/2018|Capital Humano|Nenhum Comentário
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