RAPADURA VALLEY? 5 Polos de Empreendedorismo que Ganham Força no Brasil

Conheça cidades que proporcionam as condições ideais para o surgimento de startups de sucesso
Fortaleza (Ce)

De onde vêm as startups mais inovadoras do Brasil? Nos últimos 20 anos, algumas regiões se consolidaram como pontos nevrálgicos. São locais onde um conjunto de fatores – mão de obra, mercado, capital, universidades, poder público – proporciona as condições ideais para o surgimento de novos negócios, principalmente de base tecnológica.

Nesses ecossistemas em ebulição, surgiram algumas das startups mais revolucionárias do país, incluindo os primeiros unicórnios. É o caso da cidade de São Paulo, que, com suas condições privilegiadas, como acesso fácil a universidades, parques tecnológicos, aceleradoras e fundos, é o berço de fintechs de impacto como Nubank GuiaBolso.

Ou de Florianópolis, a cidade brasileira como maior número de startups por habitante – são cerca de 16 mil empreendedores, segundo a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) – de onde vieram Neoway Resultados Digitais. E ainda de Belo Horizonte, onde o chamado San Pedro Valley congrega universidades, hubs de inovação e fundos de venture capital: SambaTechMéliuz e Sympla são apenas alguns dos cases de sucesso.

Mas há outras regiões nem sempre consideradas polos de inovação no Brasil, mas que vêm conquistando resultados importantes – e revelado muitas startups de sucesso. Confira algumas delas:

1. Rapadura Valley

Onde: Fortaleza (CE)

Estrutura: Muitas startups nascem nos vários de inovação espalhados pela cidade, caso do Hubine (mantido pelo Banco do Nordeste) e do ICC Biolabs (pelo Instituto do Câncer do Ceará). Também há uma rede extensa de coworkings locais – cerca de 70 – e algumas aceleradoras, como a Casa Azul e a Wave.

Quem vem de lá: Agenda Edu, Totalcross, Gocase, Mobills, Resolvvi

2. UberHub

Onde: Uberlândia (MG)

Estrutura: O ecossistema reúne 160 players, como empresas e instituições de ensino. A telefônica Algar mantém um instituto de ciência e tecnologia privado, o Brain, e um coworking, administrado pela comunidade de startups Colmeia. Há uma representação da Singularity University, escola de empreendedorismo do Vale do Silício – a primeira do Brasil fora de capitais.

Quem vem de lá: Sankhya, Softbox, Zup, Vitta, Alluagro, Social Bank.

3. Sanca Hub

Onde: São Carlos (SP)

Estrutura: Embora tenha menos de 250 habitantes, conta com um campus da USP e com uma universidade federal, a UFSCar, além de um parque tecnológico do CNPq, o ParqTec. Inaugurado neste ano, o Onovolab é considerado um dos maiores centros independentes de inovação do país.

Quem vem de lá: Calamar, Liber Capital, Arquivei, Predify, Itera

4. Vale do Pinhão

Onde: Curitiba (PR)

Estrutura: Iniciativas pioneiras como a criação de um coworking público e de espaços makers pela prefeitura marcam o ecossistema. As startups mais conhecidas se concentram na área central de Curitiba, perto do Terminal do Guadalupe. Agora, a profeitura volta os esforços para o bairro Rebouças, que deve ser transformado em um polo de inovação.

Quem vem de lá: Ebanx, Olist, Eadbox, Send4, Boletobancário.com, Madeira Madeira

5. Join.Valle

Onde: Joinville (SC)

Estrutura: Parte do ecossistema surgiu em torno da sede da antiga Datasul, empresa de software comprada pela Totvs em 2008. Outra parte se desenvolveu na incubadora Softville, que completará 25 anos no ano que vem. Joinville ganhará um novo parque tecnológico privado (ÁgoraTechPark) em 2019.

Quem vem de lá: ContaAzul, Meus Pedidos, Asaas, Curupira, Treasy, Transfeera, Tiflux

Fonte: por Mariana Segala, para revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios em 17.01.2019

2019-02-11T13:37:13-03:0011/02/2019|Tecnologia|Nenhum Comentário
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