Recuperação de Ativos Financeiros Mediante a Terceirização da Atividade Empresarial

Plenário do STJ, arquivo Agência Brasil
Plenário do Supremo Tribunal Federal considerou constitucional a terceirização da atividade-fim nas empresas – Arquivo/Agência Brasil

A terceirização voltou as manchetes dos jornais, devido ao fato de que o Supremo Tribunal Federal deu seu aval à terceirização da atividade fim da contratante, prevista no diploma legal específico atualmente em vigor.

O vocábulo terceirização é de criação recente, embora o fenômeno seja tão antigo quanto a era feudal, quando, os senhores de imensas propriedades imobiliárias delegavam aos seus vassalos o trato de suas terras, para delas colherem os respectivos frutos, compartilhando-os com seus senhores.

A terceirização é hoje um fenômeno de alta aplicação, a todas as atividades, notadamente às prestações de serviços, para que grandes e médias empresas, passem a dedicar-se, exclusivamente, ao seu objeto social; o chamado core business.

Dentre as atividades que mais se prestam à terceirização, por parte das empresas comerciais e industriais, figura, indiscutivelmente, a recuperação de seus ativos financeiros, os quais permanecem, para além do prazo contratual estabelecido, nas mãos dos consumidores de seus bens e serviços e/ou dos beneficiários de empréstimos, em todas as suas modalidades.

O que lucrará, afinal, a empresa que resolver terceirizar a recuperação de seus créditos, isto é a cobrança amigável dos seus ativos financeiros, em mãos de terceiros, além do previsto?

RECUPERAÇÃO DE ATIVOS FINANCEIROS
Vantagens da Terceirização

O contratante poderá focar seus esforços inteiramente no seu core business, não dispersando assim sua energia na atividade de cobrança, geralmente tão diversa da atividade fim de seu negócio; embora, hoje, até a atividade fim das empresas possa ser terceirizada.

A firma especializada possui mais experiência na escolha do perfil adequado dos profissionais que realizarão o serviço, maximizando, desta maneira, o resultado, e minimizando os problemas de reclamação dos clientes;

A firma especializada, possuindo um grande volume de carteira de cobrança, pode, utilizando-se de seu maior poder de barganha, negociar melhores valores com seus fornecedores, como, por exemplo, empresas de telefonia, correio, gráficas etc. Como o contratante normalmente não consegue tais negociações, os custos de fazer a cobrança de seus clientes, por si próprio, acaba sendo maior do que a participação que seria normalmente repassada ao terceirizado.

Sem contar com o fato de que a firma especializada utiliza-se de tecnologia (robôs e inteligência artificial), bem como know-how específico, como gravação e monitoramento das negociações: relatórios de produtividade; scripts da negociação cuidadosamente elaborados; discador preditivo; envio de SMS em massa; enfim, comodidades que permitem maior conforto ao cliente ora inadimplente e maior segurança ao contratante, principalmente nos dias de hoje, quando os consumidores insatisfeitos socorrem-se imediatamente do Poder Judiciário, invocando o Código de Proteção e Defesa do Consumidor.

Prof. Dr. Luiz Felizardo Barroso

Fonte: por Prof. Dr. Luiz Felizardo Barroso – PhD*, para CollBusiness News, em 26.07.2018.

* Membro da Academia Fluminense de Letras
Presidente da COBRART – Gestão de Ativos.
Titular da  Advocacia Felizardo Barroso & Associados

Crédito de imagem 1: Agência Brasil

Translate »