Sustenta Habilidade: Quando capacitar e desenvolver competências significa a sobrevivência da empresa.

Em um momento de falta de confiança generalizada, onde se ouve falar em demissões em massa sem nenhum critério que não seja o econômico, setores sendo estrangulados até a inanição, a grande pergunta para a empresa é: o que fazer para sobreviver? No cenário das empresas de cobranças, como elas estão se preparando para permanecerem saudáveis num mercado extremamente competitivo? Como tornar uma empresa de cobrança sustentável economicamente para que sobreviva a momentos de crises? Uma das respostas é capacitação, treinamento e desenvolvimento de competências.

O Setor de Cobrança tem características sui generis. Além de ser um importante regulador do mercado financeiro, é uma atividade que exige outras estratégias além da telecobrança. Aqui podemos listar: modernos processos administrativos, marketing realmente eficaz, aplicação de BI, Analytcs, tecnologia de ponta que dê fluidez e rapidez no retorno do contato e equipes altamente qualificadas para lidar com todos esses requisitos. Na prática, o que vemos é o oposto: empresas (algumas, não todas) que se comportam de maneira pouco profissional, desqualificando seus fornecedores ao optar por contratar serviços pelo menor valor em detrimento da qualidade; empresas que desconhecem os rudimentos mais simples de ética e boas práticas do mercado, muitas vezes desrespeitando a legislação vigente; empresas que ignoram o avanço tecnológico, ainda engatinhando num mundo que caminha para virtualização; empresas que estão muito preocupadas com a performance da sua equipe mas pouco com o preparo e as condições laborais dela. As empresas, e aqui ouso dizer que não apenas as de cobrança, esquecem que treinamento é trazer para dentro da equação um forte componente capaz de equilibrar sua saúde econômica e que pode fazer toda a diferença num mercado altamente competitivo. E estamos falando de algo simples, que tratado de forma contínua contribuí muito para ser o diferencial no mercado: motivação e qualificação de seus recursos humanos.

Para grande parte dos funcionários do segmento de Cobrança, trata-se de primeiro emprego. Entende-se aí que grande parte da equipe é composta por jovens, muitos sem curso superior, ou quando há, não está ainda completo; entram no mercado de trabalho sem qualquer preparo ou treinamento. Outras características do mercado de cobrança são: grande turner over, absenteísmo, baixos salários e poucos benefícios (que poderiam compensar a remuneração insatisfatória). Sobram desqualificações e falta comprometimento das partes: do empregado e do empregador. Estão esquecendo que o comprometimento mútuo é um dos principais fatores que permite a empresa sustentar-se no mercado.

A palavra sustentável significa sustentarapoiar conservar. Não é mais utilizado apenas para designar o bom uso de recursos naturais. Então, sustentabilidade empresarial é a habilidade que a empresa tem de ser autossuficiente e auto manter-se. É aquela empresa que pode se conservar no mercado por um período indefinido de tempo sem se esgotar, apesar dos imprevistos que ocorrem. É a capacidade que a empresa tem de atender, simultaneamente, a critérios de relevância social, prudência e eficiência econômica. Quando trato de sustentabilidade empresarial na área de cobrança, observo com especial atenção a qualidade do seu capital humano e da responsabilidade social que os gestores têm sobre seus funcionários, o quanto estão preocupados em estimulá-los a desenvolverem suas melhores aptidões e competências, dando-lhes autoconfiança de forma que gerem crescimento e melhorias para a empresa e para os demais ambientes sociais no qual interagem. Estamos falando em um modelo de gestão em que capacitação faz parte do Mapa Estratégico da Empresa.

As empresas de cobrança, em sua maioria, adotam o formato tradicional de treinamento, em que alguém assume a responsabilidade de ensinar de forma circunstancial e eventual, especificamente quando há preenchimento de determinada vaga, num modelo de aprendizado ‘copie e faça igual’, também chamado de ‘modelo carrapato’. Há um erro aí: o treinamento deveria ser tratado como uma oportunidade única para capacitar e aperfeiçoar o colaborador no exercício do seu trabalho, de forma a melhor adaptá-lo às exigências derivadas da função, por vezes nova, a ser exercida. Diferente de um treinamento tradicional, a capacitação contínua está mais preocupada em ressaltar e estimular o desenvolvimento de conhecimentos, independente da personalidade do indivíduo. Prepara o funcionário para enfrentar situações derivadas do ofício que exerce, munindo-o de conhecimento e dando-lhe oportunidade para solucionar problemas e conflitos, com alternativas melhores para o exercício do negócio no qual está inserido, aumentando a produtividade na empresa e, consequentemente, sua sustentabilidade.

No segmento de cobrança, cujo cenário é de acirrada concorrência e competitividade, em que a evolução tecnológica é, também, uma das ferramentas utilizadas na manutenção da produtividade, as empresas ao contratar ou reavaliar seu quadro de colaboradores, acabam por buscar profissionais que melhor atendam às suas necessidades. Isto gera um desafio para estes, que deveriam preocupar-se em qualificarem-se mais e manterem-se atualizados. Pois não basta o uso intensivo de tecnologia. É preciso de pessoas capazes de usá-la.

O objetivo da qualificação é incorporar mais conhecimentos teóricos, técnicos e operacionais, por meio de processos educativos desenvolvidos em diversas esferas, de forma a aprimorar a proficiência do capital humano da empresa e especializá-lo mais em determinadas áreas para que melhor executem suas atribuições. O termo qualificação é fonte de constantes questionamentos, na medida que se atribui aos indivíduos mais educados e capacitados, maior possibilidade de inserção no mercado com melhores salários, possibilidade de crescimento na carreira, etc. O ambiente social passa a ser diferente com a expectativa do aumento do poder aquisitivo e, acima de tudo, demonstra na prática o ideal: uma população inserida no mercado de trabalho, que aumente a produtividade das empresas e, por sua vez, contribua para o desenvolvimento econômico do País.

O resultado da soma de tecnologia e de capital humano especializado passa a ser o grande enfoque para a sustentabilidade nas empresas. Aliado a estímulo e motivação constantes, haverá comprometimento real de todas as partes envolvidas no processo, de forma a manter a empresa de cobrança saudável e sustentável, pelo tempo que for.

 

2017-12-18T08:30:13+00:0024/08/2017|Sem categoria|Nenhum Comentário
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