Trabalhando pra diminuir a inadimplência!

Como trabalhar pra pagar os débitos pessoais vencidos???

Recebi inúmeros feedbacks sobre meu último post que falava sobre a inadimplência com nós mesmos. Mas estou buscando efetivamente minimizar minha conta que está no vermelho. Mas como tem sido este dia a dia? Como temos que nos concentrar para não fugir da meta? 

Imaginem um pai de família que está cheio de dívidas e com uma renda mega comprometida. Qual o caminho para começar a se planejar para pagar as dívidas?

São várias as etapas:

1) conhecer quais as receitas e quais as despesas fixas e variáveis.

2) tem como aumentar receitas? Se não, o foco tem que ser redução de despesas, entender o que se pode abrir mão, se conseguimos trocar dívidas caras por mais baratas, e assim por diante.

Tarefa fácil? 

Não, de jeito nenhum, principalmente sem a educação financeira que deveria vir de berço, ou então da escola.

E nossa inadimplência? Percebi que também (de certa forma) vem de nossas origens. No meu caso, os dois grandes boletos que tenho pra pagar são: melhores hábitos alimentares e atividade física constante.

Igual a educação financeira da maior parte dos brasileiros, que não faz parte de nossa criação familiar, a prática de hábitos saudáveis (comida e ginástica) muitas vezes também não vem de casa.

Crianças de hoje nascem em um mundo onde atividade física está em alta. Centenas de academias, corridas de rua, enfim, ambiente diferente da década de 70, na qual passei meu primeiro setênio. Não era comum ver meu pai ou mãe saírem pra correr. Meu pai me levava em jogos de futebol, mas era da arquibancada que via o mundo esportivo. É claro que joguei bola na rua e nas praças; afinal, nesta época, não éramos recheados de quadras e escolinhas de futebol.

Cresci, então, convivendo com o esporte como uma realidade fora de minha vida.

E a comida?

Tambellini, como vocês devem perceber, é um nome italiano. E o que o italiano tem como maior tradição? Os almoços em família, sem dúvida. Domingo era tradição: íamos a casa de uma tia e lá era o encontro, uma mesa cheia de gente, alegria, confraternização, e com certeza você deve também fazer uma relação da comida como um momento de alegria. Então por que se privar desta alegria?

E é assim que comecei a começar me entender. Entender que momentos de satisfação, não tem nada a ver como comer até cair. Como podemos fazer uma festa sem que esvaziemos a geladeira.

Mas não é fácil, igualmente ao pai de família que olha para as despesas e tenta pensar como cortá-las, comigo também tem sido difícil abrir mãos de certos hábitos.

Tudo deve ter um começo, e assim comecei como o típico brasileiro começa; na segunda feira. Coloquei alguns desafios na minha vida diária:

1 – Começar a reorganizar meus hábitos alimentares.

Afinal, minhas calças já parecem ter encolhido comparado a alguns meses atrás. Comecei a semana evitando deixar o freio de mão abaixado, ou seja, deixando o carro ir ladeira abaixo. Comecei trocando o arroz por um integral e em quantidade bem menor. Uma dica é encher um lado do prato de verduras. Não rende nada, mas no final só sobra meio prato para colocar outras coisas. Frituras, tentando afastar, mas confesso que não foi o cardápio mais saudável de minha vida, mas já foi diferente das últimas semanas.

2 – Meditar.

Puxa difícil, 1 minuto respirando e dá a sensação de que você está deixando de fazer algo útil. Enfim, não dá mais pra adiar. Comecei com um áudio de uma prática chamada Ho’oponopono para Amor Próprio.

Se quiser experimentar:

De 3 dias, 3 dias com pelo menos 5 minutos de meditação. Meu recorde da vida. Vamos batendo estas metas dia após dia.

3 – Atividade física.

Comecei a nadar 30 min a duas semanas atrás. No segundo dia fecharam a piscina pra manutenção. Pensei, incrível tudo conspira contra (rsrsrsrs). Mas OK, dia 17/8 está aí e volto com a força toda. Além disso, procurei a fazer o máximo do mínimo: fisioterapia uma vez por semana.

A cada dia e a cada momento deve haver disciplina para escolher o caminho certo.

Meus boletos ainda são altos, e ao contrário do que alguns consumidores já pensam, não adianta esperar o Ciro Gomes, ele não vai me ajudar.

E talvez seja esta a questão principal, esperamos que alguém pague nossas dívidas. Ou fugimos criando outras mazelas pessoais.

Como disse no post anterior, estou com 46; minha meta é para os 50, mas o caminho é HOJE.

Um grande abraço!

Eduardo Tambellini

Fonte: publicado simultaneamente em 17.08.2018 no blog “Tabelando com Tambellini“.  Leia a integra do artigo no blog.

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