nova rota da seda

Apesar de ter tido seu desenvolvimento desacelerado nos passados 12 meses – em parte devido a “guerra de tarifas” que trava com os Estados Unidos da América do Norte – a China continua sendo um ótimo celeiro de oportunidades para quem quer empreender.

Com os dados fornecidos pelo Itamarati, são dezesseis mil e setecentos brasileiros, vivendo e trabalhando na China, enfrentando sérios desafios. E não se trata apenas da distância e do clima. Empregar o idioma local no trabalho, por exemplo, exige muitas horas de dedicação para o seu aprendizado.

Isto sem falarmos na Grande Muralha da China. Mas não aquela representada por uma obra monumental de engenharia que é vista até do espaço sideral. Estamos nos referindo a firewall (muralha de fogo) que se encarrega de censurar conteúdos considerados danosos para a sociedade chinesa.

Quem lá permaneceu trabalhando por até mais de cinco anos afirma que não dá para entender os costumes chineses a partir do pensamento ocidental. Você tem que escutar e tentar entender os chineses a partir deles mesmos.

O bom é que a China não discrimina ou hostiliza estrangeiros; pelo contrário. Ela gosta de estrangeiros segundo afirmou nosso querido palestrante Sr. Charles Tang, presidente da CCIBC, em entrevista ao jornal O Globo em 01/09/2019.

A China é um lugar para se fazer negócios. Se estiver difícil um emprego, com carteira assinada, o jeito é empreender, pois, os chineses estão ávidos por consumir, sendo o ambiente, propício, para negócios; mais amigável até lá do que aqui no Brasil.

Como a franquia é o meio moderno e ultra consistente para se empreender não foi sem razão que a franquia Ronaldo Academy já está operando na China com oito unidades franqueadas. Como exportador/distribuidor temos a Bibi Calçados e a Havaianas e, ainda, inaugurando seu ponto em Shenzhen temos a Coife Odonto (sendo que na China ela se chama Vip Dental).

Recentemente uma missão brasileira esteve na Macal Franchise Expo levando novas marcas para conhecerem o mercado: a Nutrimais, Açaí Concept e Dr. Formen, bem como outras marcas SUAV e Acquazero. Naquela oportunidade foram realizadas reuniões promissoras com investidores e parceiros potenciais.

FRANQUIA SEM FRONTEIRAS

É da essência do franchising a replicação, à exaustão, sem limites, do respectivo conceito de negocio formatado agora, recepcionando a entrada de franquias estrangeiras em nosso país, ou mesmo exportando seu conceito de negócio além fronteiras, o empresário estrangeiro que vier aqui se estabelecer ou o de origem nacional que estiver partindo para o exterior ambos tem que se assessorar convenientemente. Nada, de improvisações ou experimentar para ver se dará certo. Os prejuízos podem ser imensos, inclusive os de natureza psicológica impactando, de modo absurdo, seu negócio no mercado de origem.

Exportando sua franquia ou acolhendo uma franquia estrangeira, há um denominador comum a ser observado: a figura do Master Franqueado uma personalidade local, aqui como lá, empreendedora e conhecendo, como ninguém, o contexto socioeconômico em que a franquia se instalará; usos e costumes e mesmo as idiossincrasias de sua população.

O mercado, os costumes locais, as peculiaridades dos nacionais, e sobre tudo o cipoal de leis, regras e regulamentos, os quais, direta ou indiretamente impactarão seu negócio.

ESTRATÉGIA PARA A INTERNACIONALIZAÇÃO

 Seja como for, você só deve pensar em internacionalizar sua franquia, depois de:

  • estar dando grande cobertura ao seu mercado interno;
  • detectar a existência de mercados inexplorados e de grande potencial fora de seu pais;
  • ter estrutura para fornecer no Exterior o suporte necessário ao Sub-franqueador (ou Master Franqueado), se esta houver sido a opção feita;
  • detectar a existência de interessados estrangeiros na sua franquia;
  • definir os mercados que julgar prioritários;
  • comparecer exaustivamente às feiras internacionais, a fim de oferecer, gratuitamente, um produto para ver a reação do mercado;
  • pesquisar concorrentes diretos e indiretos;
  • checar a legislação local e definir “cardápio”;
  • adaptar manuais;
  • absorver modernas técnicas de divulgação;

Para a China em particular será sempre de bom alvitre conversar com a nossa querida CCIBC e o instituto Confúcio PUC/RJ que divulga a cultura e a língua chinesa pelo mundo.

Embora muitas empresas chinesas já tenham chegado ao Brasil como o maior banco da China que adquiriu o controle acionário do BIC Banco, e uma outra empresa chinesa que adquiriu a empresa que construiu a ciclovia, a qual infelizmente não vingou e tantas outras empresas chinesas na área da infraestrutura.

A verdade é que a Rota da Seda do Franchising para o Brasil verdadeiramente ainda não deslanchou.

Esperamos que um evento como este que estamos realizando possa contribuir para uma disseminação maior do mercado brasileiro pronto para receber investimentos estrangeiros.

Fonte: por Prof. Dr. Luiz Felizardo Barroso – PhD*, para abertura de um seminário e publicado na CollBusiness News, em 05.09.2019.

*Presidente da COBRART – Gestão de Ativos; Titular da  Advocacia Felizardo Barroso & Associados.