Vamos pensar um pouco fora da caixa?

fora da caixa
Será hora da cobrança, se tornar um novo processo de crédito?

Feliz 2019 a todos os que me acompanham. Começar mais um ano é sempre bom, e este começou bem intenso, e sobrando pouco tempo para este Blog. Já estava sentindo falta de parar alguns minutos e escrever. Vamos lá!

A grande maioria do que escrevo aqui, vem do meu dia a dia, daquilo que vou percebendo no trabalho de consultor.

Um ponto me chamou atenção e me despertou a escrever este texto. Em uma visita em uma operação de cobrança recentemente pude acompanhar uma célula de cobrança de empréstimos pessoais com altos atrasos.

Quando eu mesmo começo a escrever sobre o tema, começa a me parecer um tanto óbvio, porém, sempre vale a reflexão.

Vivemos ainda um período de crise. Percebemos que a confiança começa aos poucos a aparecer mas ainda falta renda e ainda existem milhares de desempregados.

Pude acompanhar neste processo de cobrança que a cada contato e a cada conversa o cliente inadimplente demonstrava estar em um momento aparentemente muito diferente do momento em que buscou o crédito.

Daí surge a necessidade de pensarmos fora da curva e deixar de lado a tabela básica de planos e prazos e para uma renegociação.

A maior parte dos gestores concordam que o maior desafio da cobrança de hoje é oferecer planos que atendam às necessidades dos clientes.

E atender a necessidade não significa apenas que o cliente consiga arrumar dinheiro para pagar a entrada do plano. Para ser sustentável um acordo deve atender a necessidade do cliente em todo seu plano e não apenas o valor da entrada.

Vemos carteiras de cobrança com crescentes números de novos acordos, porém com uma alta quebra após a 2 a 4a parcela.

Ou seja, não era o plano certo, não acertamos nas condições de valores e prazos.

Por isso digo que é hora de pensarmos fora da caixa.

É hora do operador de cobrança possuir ferramentas que permitam realizar uma nova análise de crédito, a qual deve entender as mesmas informações colhidas no processo inicial de crédito. Talvez mais ainda buscando entender qual a renda do cliente, quais os gastos e afinal quais são os valores disponíveis para que a dívida seja efetivamente liquidada.

Não existe mágica, mas é fato que precisamos dar um passo definitivo para que o processo de cobrança deixe a ser um processo onde o cliente é direcionado a concordar com um plano imposto e passe a ser um processo de avaliação das novas condições do cliente.

Cliente!! Sim, ele ainda é seu cliente e ajudá-lo a se recuperar pode causar uma satisfação e ainda gerar um nível de fidelidade a sua empresa com nunca imaginasse.

Estamos na fase da cobrança digital, da evolução das interações, do uso de robôs com uma eficiência muitas vezes maior que a humana.

Este caminho não tem volta. Porém é hora de resgatarmos as relações humanas e avaliar o que podemos fazer diferente no relacionamento com nossos clientes, sejam eles adimplentes ou inadimplentes.

Um grande abraço!

Eduardo Tambellini

Fonte: publicado em 17.02.2019 no blog “ Tabelando com Tambellini”.  Leia a integra do artigo no blog.

2019-02-21T18:40:58-03:0020/02/2019|Crédito&Cobrança|Nenhum Comentário
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